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Bolsonaro mentiu e reafirmou ser o presidente da morte, diz CUT em nota

Executiva Nacional da CUT lista em nota todas as mentiras de Bolsonaro desde que começou a pandemia do coronavirus e exige medidas de proteção ao trabalhador imediatas

Publicado: 01 Abril, 2020 - 13h38

Escrito por: CUT Nacional

Reprodução
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Em pronunciamento em cadeia nacional realizado nesta terça-feira (31), o presidente Jair Bolsonaro, mais uma vez, tentou justificar a sua incapacidade, incompetência e falta de liderança para gerir a enorme crise de saúde da humanidade.

E fez isso apenas para tentar sair do isolamento político em que se encontra e tentar se adequar a mudança de opinião do presidente norte-americano, Donand Trump, que, como ele, não acreditava na gravidade da pandemia do novo coronavirus (Covid-19) até explodirem os números de casos confirmados e mortes nos Estados Unidos. Hoje, o povo americano paga o preço da irresponsabilidade do seu presidente e lamenta as mais de 4 mil mortes. Qual o preço que o povo brasileiro vai pagar pela irresponsabilidade e incompetência do presidente brasileiro?

Bolsonaro mentiu ao distorcer as palavras do diretor geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) para tentar justificar, mais uma vez, sua obsessão em desqualificar e flexibilizar o isolamento social como a forma mais eficiente de combate a pandemia, como já comprovaram vários países do mundo.   

Mentiu quando falou da renda mínima de R$ 600,00 aprovada no Congresso Nacional em tempo recorde pelos deputados e senadores, dando a entender que a proposta era dele. Não é. Ele sugeriu pagar míseros R$ 200,00.

A renda mínima foi uma proposta elaborada pela CUT em conjunto com as demais centrais sindicais e os partidos de oposição e foi apresentada ao presidente da Câmara no dia 17 de março. O valor proposto era de um salário mínimo (R$ 1.045,00). Foi preciso muita pressão e negociação da CUT, das centrais e dos partidos políticos para que Bolsonaro e Paulo Guedes aceitassem pagar pelo menos R$ 600,00. A demora de Bolsonaro em sancionar a lei aprovada, atrasa ainda mais o pagamento para os mais vulneráveis.

Bolsonaro mente quando fala da preocupação com os trabalhadores informais e os desempregados, porque não criou, apresentou ou implementou nenhuma política que pudesse diminuir o desemprego de 12 milhões de brasileiros ao longo do seu mandato. Nessa crise, ainda não apresentou nenhuma proposta de manutenção dos empregos e salários para quem ainda está na ativa. Ao mesmo tempo, incita os trabalhadores e trabalhadoras informais a voltarem às ruas, responsabilizando-os a garantir individualmente sua sobrevivência, na verdade se omite de cumprir com seu dever de garantir renda suficiente para que todos consigam se manter decentemente durante a crise.

Mente porque, na contramão de tudo que os governos do mundo estão fazendo, o governo Bolsonaro apresentou a MP 927 que retira direitos dos trabalhadores ou apenas antecipa o pagamento de direitos que já previstos ao invés de colocar recursos para amparar os trabalhadores, (formais e informais), e ainda por cima previa a suspensão dos contratos de trabalho por quatro meses sem pagamento de salários. Essa última proposta foi retirada pela pressão dos parlamentares, da CUT e das centrais.

Mentiu porque não apresentou propostas sérias para a preservação das micro, pequenas e médias empresas, que são responsáveis por 80% dos empregos no Brasil. As propostas do governo limitam-se a prorrogação do pagamento de tributos e a concessão de empréstimos que vão endividar ainda mais esses pequenos e médios empresários e não garante a manutenção dos salários e empregos. Enquanto isso, os banqueiros são agraciados com linhas de crédito, redução do depósito compulsório e outras medidas que somadas ultrapassam a mais de R$ 1,2 trilhão de reais.

A CUT mantém firme sua disposição de luta, pressionando o governo para implementação imediata das medidas que ainda são muito insuficientes e precisam ser ampliadas e corrigidas para contemplar a maioria do povo trabalhador desassistido por esse governo.

A CUT, preocupada com as consequências dessa crise, vem trabalhando para intensificar as ações de solidariedade, orientando nossos filiados a colocar à disposição das autoridades os espaços disponíveis de nossas entidades a serviço da guerra contra essa pandemia, fazendo campanha de esclarecimento em todos nossos meios de comunicação, nas ruas com nossos caminhões de som, e na arrecadação de alimentos e gêneros alimentícios e de higiene.

Ao mesmo tempo vamos também intensificar a nossa luta para  remover esse governo que ameaça a vida do povo brasileiro, envergonha a nação perante o mundo.

Fora Presidente da Morte!

Fora Bolsonaro!

Direção da Executiva Nacional da CUT