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Bolsonaro atrasa mais uma vez pagamento das parcelas do auxílio de R$ 600

O primeiro grupo que teve cadastro aprovado, de 50,5 milhões de informais, aguarda pagamento da terceira parcela desde 30 de maio. O segundo lote, de 8,5 milhões, não tem ideia de quando receberá a 2ª parcela

Publicado: 23 Junho, 2020 - 14h51 | Última modificação: 23 Junho, 2020 - 15h00

Escrito por: Redação CUT

Edson Rimonatto/CUT
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O governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) ignora que a fome não pode esperar e atrasa, mais uma vez, o pagamento do auxílio emergencial, que milhões de trabalhadores e trabalhadoras informais aguardam para conseguir sobreviver.

Até agora, não foi anunciada a data de pagamento da terceira parcela para o primeiro grupo de 50,5 milhões de trabalhadores que teve o cadastro aprovado pela Dataprev. O segundo lote de aprovados (8,5 milhões de cadastros) e o terceiro, com 4,9 milhões de cadastros, receberam apenas a primeira parcela  e não sabem quando receberão a segunda.

O benefício foi aprovado pelo Congresso Nacional, em março, logo que começou a pandemia do novo coronavírus. O governo queria dar uma ajuda de R$ 200 ou, no máximo, R$ 300. Deputados e senadores, pressionados pelos movimentos sindical e popular, além de parlamentares de oposição, aprovaram o pagamento de três parcelas de R$ 600 (R$ 1.200 para mães chefes de família) para trabalhadores informais, autônomos, microempreendedores individuais (MEIs) e desempregados pobres, os mais afetados pelas medidas de restrições de circulação para conter a disseminação da Covid-19.

Dias depois que o projeto foi aprovado e sancionado por Bolsonaro, o Ministério da Cidadania, responsável pela gestão dos pagamentos, divulgou que iniciaria os depósitos nas contas correntes indicadas pelos beneficiários em abril.

O primeiro e maior lote de cadastros aprovados recebeu a primeira parcela entre 9 e 30 de abril. O calendário sofreu várias alterações e o ministro Onyx Lorenzoni, que anunciou a antecipação do pagamento da segunda parcela para o dia 23 de abril, a data original era dia 27, foi desmentido por Bolsonaro.

O fato é que a segunda parcela deste grupo só começou a ser depositada quase um mês depois, no dia 20 de maio, e ainda foi bloqueada para saques até o dia 30 de maio. A Caixa abriu poupança social digital para todos os trabalhadores e divulgou dois calendários, um de depósito e outro de saques. Uma das razões era a falta de moeda. Mas o governo disse que era para evitar filas nas portas das agências da Caixa.

Nesta terça-feira (23), notinhas na imprensa dizem que o Ministério da Cidadania deve divulgar as datas de pagamento da terceira parcela ainda essa semana, mas não informou a data exata. 

Segundo lote de aprovados

Quanto ao segundo lote de cadastros aprovados pela Dataprev, de  8,5 milhões de trabalhadores e trabalhadoras com direito ao benefício, os depósitos da primeira parcela foram feitos entre 19 e 29 de maio e a previsão era de que a segunda parcela seria depositada no início deste mês. Até agora, não saiu nem o calendário de depósitos e saques.

Terceiro lote de aprovados

A Caixa Econômica Federal depositou entre 6 e 18 de julho a primeira parcela do auxilio para o terceiro lote de 4,9 milhões de trabalhadores que se inscreveram para ter o benefício no aplicativo Caixa | Auxílio Emergencial ou no site auxilio.caixa.gov.br entre os dias 1º e 26 de maio. O pagamento das demais parcelas ninguém sabe quando será.