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Bancários do BB no Pará aderem à paralisação nacional contra a reestruturação

Bancários do Banco do Brasil de Belém, Santarém, Marabá e Capanema protestaram contra a reestruturação do banco, prevista para acontecer a partir desta quarta-feira (10)

Publicado: 10 Fevereiro, 2021 - 14h19

Escrito por: Sindicato dos Bancários do Pará

Sindicato dos Bancários do Pará
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Hoje (10) o Banco do Brasil (BB) deve começar a colocar em prática o famigerado plano de reestruturação que prevê a demissão de 5 mil funcionários e o fechamento de 112 agências, 242 postos de atendimento e sete escritórios, 13 deles são do Pará.

Nesta quarta-feira, a maioria dos caixas de Belém, Santarém, Marabá e Capanema aderiu a mais um Dia de Paralisação, o segundo em menos de duas semanas, pois com o fim da função, terão perdas salariais.

“São cerca de R$ 1.500,00 que os colegas deixarão de receber com o fim da função de caixa, verba que com certeza fará falta no fim do mês para todos esses pais e mães de família que virão do dia pra noite seu orçamento drasticamente reduzido. Nós conseguimos uma liminar que barrou a reestruturação aqui no estado, mas infelizmente nesta ontem, a Justiça derrubou; seguimos a luta tanto na esfera política quanto jurídica para impedir mais esse retrocesso em meio a nossa categoria que atinge também a população mais carente, que ficará sem essa opção nas agências que ainda restarem”, destaca a presidenta do Sindicato, Tatiana Oliveira.

A caixa-executiva da PSO Belém-SOP Batista Campos, Rosemary Trindade, tem 15 anos de banco, e desde quando as primeiras reestruturações começaram, previa que a função que ela exerce, seria atingida mais cedo ou mais tarde, e já teve que cortar alguns custos.

“Eu sabia que isso iria acontecer, e mesmo sendo uma pessoa organizada nas minhas finanças, tive que dispensar minha empregada doméstica que estava comigo há 12 anos, cancelei despesas como tevê a cabo, professor particular para os meus filhos, dentre outras coisas. Mas o maior impacto será a remoção, pois escolhi a agência Batista Campos, onde trabalho atualmente por ser próxima de casa e não saber para onde você será remanejada é angustiante. Receber essa notícia foi como se todo o meu trabalho de anos não tivesse sido reconhecido. E com a pandemia, onde há quase um ano, seguimos na linha de frente da economia, arriscando nossas vidas e de nossos familiares, recebemos do banco essa recompensa. O plano do governo é bem maior que apenas fechar agências e diminuir salários. O objetivo é privatizar o Banco do Brasil, e nós como funcionários temos que combater isso até o fim!”, afirma a bancária.

Além da liminar derrubada nesta terça-feira (9) pela Justiça do Pará, o Banco do Brasil não atendeu às reivindicações dos trabalhadores e trabalhadoras e nem aceitou retirar as condições para apresentar uma proposta durante reunião entre Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e o banco, com mediação do Ministério Público do Trabalho.

“Vale ressaltar que com toda essa perda no quadro funcional, cinco mil trabalhadores e trabalhadoras serão desligados com o PDV e PAQ, o banco não anunciou nenhuma previsão de concurso para repor esse déficit, ou seja, quem ficar vai sofrer ainda mais com a sobrecarga de trabalho, diante também do fechamento de mais de cem agências. Tem cidades que sequer terão unidades do Banco do Brasil, penalizando não somente os colegas que irão migrar para outros municípios, como também a população que terá que se deslocar, arcando com mais uma despesa, para conseguir atendimento”, ressalta o dirigente sindical e bancário do BB, Gilmar Santos.