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Bancários do BB da PB paralisam atividades até o meio-dia

Protesto foi contra o desmonte do banco público, que anunciou o fechamento de mais de 350 unidades de atendimento, a extinção da função de caixa e a demissão de cinco mil funcionários

Publicado: 10 Fevereiro, 2021 - 16h32 | Última modificação: 10 Fevereiro, 2021 - 16h41

Escrito por: Seeb-PB

Reprodução
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Nesta quarta-feira (10), bancários e bancárias paralisaram as atividades do Banco do Brasil (BB) até o meio-dia e fizeram um ato público em frente ao Condomínio do BB na Praça 1817, centro de João Pessoa, em protesto contra o desmonte do banco público, que anunciou o fechamento de mais de 350 unidades de atendimento, a extinção da função de caixa e a demissão de cinco mil funcionários.

Na assembleia da semana passada funcionárias e funcionários do BB decretaram o Estado de Greve e o indicativo de paralisação por 24 horas nesta quarta-feira. Mas, na plenária organizativa realizada através de videoconferência na noite desta terça-feira (9), por ampla maioria o funcionalismo decidiu optar pela paralisação parcial até o meio-dia, em respeito aos clientes e usuários que também são vítimas desse processo de reestruturação implantado para satisfazer a sanha privatista do governo federal.

O presidente do Sindicato dos Bancários da Paraíba, Lindonjhonson Almeida, avaliou positivamente as atividades de hoje realizadas em todo o território nacional.

“Os bancários e bancárias do Banco do Brasil estão apreensivos com esse processo de desmonte, principalmente com a intransigência da direção do BB, que não avança nas negociações com a representação do funcionalismo, mesmo com a intermediação do Ministério Público do Trabalho".

"Ainda bem que aqui na nossa base conseguimos uma liminar suspendendo a retirada da função de caixa, mas queremos uma negociação ampla, com um diálogo verdadeiro, pois não se trata de uma reestruturação qualquer, mas do desmantelamento de uma instituição financeira com 212 anos de serviços prestados ao povo brasileiro, como agente das políticas públicas e fomentador do desenvolvimento nacional", acrescentou o dirigente.

"A nossa luta de resistência às privatizações dos bancos públicos não é apenas uma questão corporativa pela manutenção dos empregos. Defender o Banco do Brasil é defender o acesso aos serviços bancários em todos os recantos desse país imenso, é o apoio às populações menos assistidas e o financiamento à agricultura familiar para que os alimentos cheguem à mesa de todos por um preço razoável", ressaltou Lindonjhonson Almeida.

De acordo com o presidente do sindicatos dos bancários da Paraíba, a categoria está fazendo o que o governo federal deveria fazer em prol do povo e não o contrário, que é entregar o patrimônio dos brasileiros a preço de banana aos bancos privados que só querem o lucro pelo lucro, sem nenhum compromisso social.

Segundo o dirigente, a paralisação parcial foi positiva, "pois demos o recado sobre nossa disposição de luta e resistência, sem prejudicar os verdadeiros donos do Banco do Brasil, que é o povo”.

A CUT-PB foi representada no ato pela secretária Tesoureira, Magali Pontes e pelo diretor Marcos Henrique.