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Bancários cobram reforço do home office e de medidas contra o coronavírus

Comando Nacional dos Bancários destacou, em reunião nesta terça 2, a necessidade de ampliar o home office e de adotar com mais rigor o protocolo de prevenção para garantir a saúde dos bancários

Publicado: 04 Fevereiro, 2021 - 09h50 | Última modificação: 04 Fevereiro, 2021 - 10h00

Escrito por: BancariosSP

Reprodução
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O Comando Nacional dos Bancários cobrou da Fenaban (federação dos bancos) a retomada e ampliação do home office e maior  rigor na adoção das medidas de segurança contra a Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, para garantir a saúde dos bancários e seus familiares e de clientes. A cobrança foi feita em reunião virtual realizada na terça-feira (2).

“Com o agravamento da pandemia e a possibilidade de que a nova cepa do vírus, descoberta em Manaus, se espalhe pelo Brasil, reivindicamos que os bancos ampliem o home office e que reforcem a adoção do protocolo de segurança e a distribuição de equipamentos  como máscaras e álcool em gel”, destaca a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Ivone Silva, uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários.

A nova cepa, comprovadamente mais contagiosa, já foi identificada em São Paulo e em outros estados, e que se não forem respeitadas todas as medidas preventivas, a situação poderá se agravar ainda mais, alertou a dirigente.

“O Brasil foi apontado como o pior país na gestão da pandemia [segundo o Lowy Institute, da Austrália] e diante da incompetência do governo Bolsonaro, o movimento sindical bancário cobra dos bancos que sejam mais rigorosos na implementação de medidas preventivas para garantir a saúde da categoria.”

Home office para mais de metade dos bancários no início da pandemia

Logo no início da pandemia, o movimento sindical bancário conquistou o home office para mais de metade da categoria e o afastamento dos trabalhadores que são do grupo de risco. Mas o Sindicato apurou que muitos bancários têm sido chamados de volta ao trabalho presencial, inclusive os que têm comorbidades.

“O contágio e o número de mortes no país se mantêm altos e podem crescer ainda mais com a nova cepa. Por outro lado, a vacina ainda está longe de chegar a toda a população. Portanto, nada justifica que os bancos estejam chamando seus funcionários para o trabalho presencial. A Fenaban nos garantiu que mais de 50% da categoria continua em teletrabalho, mas se comprometeu a reforçar com os bancos a necessidade de manutenção do home office”, informa Ivone.

Horário de funcionamento das agências

Outro ponto destacado na reunião foi o horário de funcionamento das agências. “No início da pandemia, ficou acertado que as agências funcionariam das 9h às 14h, com horário para atendimento especial aos idosos das 9h às 10h. Mas muitos bancos ampliaram esse funcionamento para até as 15h ou mais. Cobramos que o horário de atendimento volte a ser reduzido. A Fenaban nos disse que essa ampliação ocorreu por cobranças de ministérios públicos estaduais e procons, mas também se comprometeu a avaliar melhor esse ponto.”

Também foi cobrada uma maior testagem dos bancários. “Os bancos também precisam ser mais efetivos na testagem de casos suspeitos. Temos denúncias de que gestores indicam testes de farmácia a bancários. Os bancos precisam garantir que esses trabalhadores tenham acesso a testes confiáveis”, diz a dirigente.

A Fenaban informou na reunião que o serviço de telemedicina para atender bancários com covid-19 ou suspeita, que seria suspenso em dezembro, foi prorrogado.