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Bancários cobram do Santander negociação sobre terceirização do Call Center

Sindicatos de São Paulo e do Rio enviaram ofício reiterando a reivindicação de abertura de processo negocial sobre as movimentações e notícias envolvendo as operações de teleatendimento do banco espanhol

Publicado: 13 Outubro, 2020 - 11h15 | Última modificação: 13 Outubro, 2020 - 11h24

Escrito por: Redação CUT

Linton Publio
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Os sindicatos dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e do Rio de Janeiro enviaram ofício ao Santander reiterando o pedido para que o banco abra imediatamente processo de negociação sobre a inauguração de um grande Call Center em Novo Hamburgo (RS).

Os sindicalistas reivindicam manutenção dos empregos atuais e garantias de conquistas de acordos coletivos para os novos trabalhadores. "Queremos que o banco mantenha os empregos dos trabalhadores atualmente lotados nos Call Centers; e garanta a Convenção Coletiva de Trabalho da Categoria Bancária e do Aditivo à CCT para os trabalhadores que serão contratados para prestação de serviços em Novo Hamburgo”, afirma Lucimara Malaquias, coordenadora da Comissão de Organização de Organização dos Empregados do Santander. 

A prefeitura de Novo Hamburgo, na região metropolitana de Porto Alegre, divulgou que serão investidos R$ 35 milhões na operação, que promete atender os clientes do banco espanhol em todo Brasil.

Esta informação, aliada “ao esvaziamento e a entrega do Pédio que abrigava o Vila Santander Paulista, às alterações que estão sendo feitas no Call Center em São Paulo e no Rio de Janeiro, às inúmeras demissões efetuadas mesmo durante a pandemia, impactaram negativamente o ambiente de trabalho e a saúde dos trabalhadores, acarretando pânico e ansiedade”, ressalta trecho do ofício.

“Reivindicamos que o Santander respeite seus trabalhadores e, com transparência e responsabilidade, forneça informações sobre as decisões e mudanças que serão empregadas nas suas operações de call center. Desta forma, reforçamos o pedido para que o banco abra imediatamente processo de negociação”, afirma a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Ivone Silva.