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Alô, Bahia: antes de ir às urnas, confira quem votou contra os trabalhadores

Campanha #VotouNãoVolta da CUT denuncia os deputados e senadores que aprovaram medidas que retiraram direitos históricos da classe trabalhadora e manda o recado: se votou, não volta nas eleições deste ano

Publicado: 05 Outubro, 2018 - 09h16 | Última modificação: 05 Outubro, 2018 - 14h14

Escrito por: Walber Pinto

CUT
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A maioria dos parlamentares baianos se curvou aos interesses empresariais, votou contra a classe trabalhadora e ajudou aprovar os projetos do golpista e ilegítimo Michel Temer (MDB-SP) que retiram direitos do povo brasileiro, como a reforma Trabalhista, a terceirização irrestrita, o congelamento dos gastos públicos por 20 anos e a entrega do Pré-Sal às empresas estrangeiras. Agora, eles pedem o voto do povo da Bahia para voltar ao Congresso Nacional.

Para ajudar o eleitor a conhecer mais sobre cada candidato à reeleição antes do primeiro turno das eleições, no dia 7 de outubro, o Portal CUT está publicando uma série de matérias mostrando como votou cada parlamentar. E se votou contra os trabalhadores, o recado é um só: não volta!

Fiéis ao ilegítimo Temer, as principais legendas que mais ajudaram aprovar os projetos nefastos do governo golpista, como a reforma Trabalhista, que jogou milhões de trabalhadores e trabalhadoras na informalidade, são: PSDB, MDB, PP, PRB, PSC e PR.

Em busca da reeleição, o deputado Lucio Vieira Lima (MDB) seguiu a orientação da bancada do seu partido e votou a favor da reforma Trabalhista, da terceirização, da entrega do Pré-Sal e do Teto dos Gastos Públicos. O parlamentar é irmão do ex-ministro Geddel Vieira Lima, preso após a Polícia Federal encontrar caixas e malas contendo aproximadamente R$ 51 milhões em seu apartamento, em Salvador.

O deputado Irmão Lázaro (PSC), que disputa uma vaga no Senado Federal, recentemente, o parlamentar, que é negro, foi acusado por opositores do seu estado por apoiar um candidato racista, machista e homofóbico, como o ex-capitão Jair Bolsonaro (PSL).

Candidata à reeleição, Tia Eron (PRB) também votou contra os interesses da classe trabalhadora e aprovou a terceirização, a reforma Trabalhista e o congelamento de gastos públicos na área social, em especial da saúde e educação. Em seu mandado parlamentar nos últimos quatro anos, a deputada travou batalha contra os direitos de pessoas transexuais e travestis, tentando proibir o uso do nome social, autorizado pela então presidenta Dilma Rousseff por meio de um decreto.

PSDB

O candidato tucano Antônio Imbassahy, parlamentar conhecido do povo baiano, disse sim para todos os projetos que prejudicam a classe trabalhadora. Já o seu amigo de partido, João Gualberto, foi a favor da reforma Trabalhista, da PEC do Teto dos Gastos e da terceirização.

Candidato ao Senado pela Bahia, o deputado tucano Jutahy Magalhães votou contra os trabalhadores, aprovando o congelamento dos gastos por 20 anos, a terceirização, a reforma Trabalhista, além do projeto de lei que tirou da Petrobras a condição de operadora única do Pré-Sal.

Pelo DEM, os deputados à reeleição José Carlos Aleluia, Elmar Nascimento, Claudio Cajado e Paulo Azi votaram a favor da reforma Trabalhista e do congelamento dos investimentos públicos, agravando ainda mais a crise econômica, política e social pela qual passa o país desde o golpe de 2016.

Partido Progressista

O deputado Caca Leão, candidato à reeleição pelo PP, usa o discurso em suas páginas nas redes sociais de que legisla pelo povo, mas aprovou medidas nefastas contra o povo baiano, como a terceirização, a reforma Trabalhista e a entrega do Pré-Sal.

Já os parlamentares Ronaldo Carletto e Mário Negromonte, que também disputam mais um mandado, disseram sim para todas as medidas contra classe trabalhadora, incluindo a entrega do patrimônio público brasileiro, como o Pré-Sal.

No PSD, entre os deputados que disseram sim ao PL 4.567/16 (PLS 131/15), de José Serra, que desobrigou a Petrobras a ser operadora única do Pré-Sal no regime de partilha de produção, estão Fernando Torres, José Nunes e Sérgio Brito. Os dois últimos disputam a reeleição.

Em sua página no Facebook, o candidato a mais um mandado pelo PR, José Carlos Araújo, se diz ficha limpa, mas votou contra o povo brasileiro aprovando a reforma Trabalhista, a entrega do Pré-Sal, a terceirização e o congelamento de gastos públicos.

Os deputados Benito Gama (PTB) e Arthur Oliveira Maia (SD) também foram favoráveis a todos esses retrocessos.

Erivelton Santana, do partido Patriota, se declara como defensor dos direitos dos povos tradicionais, porém votou contra os trabalhadores e trabalhadoras, dizendo sim para a reforma Trabalhista, que alterou mais de 100 itens da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).

 Confira aqui o diagnóstico das eleições 2018 na Bahia, feito pelo DIAP.