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Auxílio Emergencial: cerca de 12,4 milhões de informais devem refazer cadastro

Só os trabalhadores que tiveram seus cadastros avaliados como “inconclusivos” podem se cadastrar novamente. São casos de erros de preenchimento de dados, problemas com CPF e informações sobre a família

Publicado: 05 Maio, 2020 - 10h42 | Última modificação: 05 Maio, 2020 - 10h58

Escrito por: Redação CUT

Reprodução
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Dos 97 milhões de pedidos de Auxílio Emergencial de R$ 600 feitos por trabalhadores e trabalhadoras informais analisados pela Dataprev, pelo menos 12,4 milhões devem refazer o cadastro no aplicativo do programa ou no site auxilio.caixa.gov.br.

Esses trabalhadores tiveram o cadastro classificado como inconclusivo, porque as informações não puderam ser analisadas pela Dataprev, estatal de tecnologia que processa os pedidos. Os motivos vão desde dados divergentes a problemas no Cadastro de Pessoa Física (CPF), endereço e informações sobre dependentes que não batem com as informações que constam nos órgãos federais. Muitos trabalhadores precisam regularizar o CPF. Veja aqui como fazer isso sem sair de casa. 

A Caixa alerta que apenas os cidadãos com pedidos considerados inconclusivos podem refazer o cadastro. Quem teve o benefício rejeitado e recebeu a classificação de inelegível não pode retificar os dados. Inelegível é quem não cumpre todos os criterios estabelecidos na lei para receber o beneficio. Confira aqui as regras.

De acordo com balanço feito pela DataPrev, dos 97 milhões de pedidos de auxílio emergencial, 50,1 milhões foram aprovados, 26,1 milhões, considerados inelegíveis e 12,4 milhões receberam a classificação de inconclusivos. A estatal ainda está analisando 5,2 milhões de cadastros em análise.

O Auxílio Emergencial é um benefício que o governo federal está pagando durante o período de enfrentamento ao novo coronavírus (Covid-19) que impôs uma série de restrições a circulação de pessoas para evitar o contágio, impedindo que, especialmente os informais, pudessem ir as ruas para conseguir uma renda para sustentar suas famílias. De acordo com a lei terão de ser pagar três parcelas.

Segunda parcela

Segundo o calendário de pagamento do benefício, a segunda das três parcelas previstas na lei, deveria começar a ser paga no dia 23 de abril, mas começará apenas no inicio deste mês. A Caixa diz que o motivo é que o número de pedidos superou a previsão, levando o governo a pedir crédito suplementar no Orçamento.

Os inscritos no Cadastro Único de Programas Sociais (CadÚnico) e os trabalhadores informais que se cadastraram no site e no aplicativo da Caixa receberão em dias diferentes dos beneficiários do Bolsa Família para evitar aglomerações nas agências. Quem está no Bolsa Família recebe o benefício nos últimos 10 dias úteis do mês, conforme o dígito final do Número de Inscrição Social (NIS).

Saques

Até esta terça-feira (5), os beneficiários que receberam o auxílio por meio da conta poupança digital da Caixa poderão sacar a primeira parcela em espécie. O banco informou que, de 9 de abril até as 18h de sábado (2), havia pago R$ 35,5 bilhões para 50 milhões de brasileiros.

O site auxilio.caixa.gov.br registrou 606,5 milhões de visitas, e o telefone 111 acumula 115,8 milhões de ligações. O aplicativo Auxílio Emergencial Caixa supera 74,3 milhões de downloads e o aplicativo Caixa TEM, para movimentação da poupança digital (como transferências e pagamentos de boletos e de contas domésticas), soma 77,2 milhões de downloads.