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Atos simbólicos, tuitaço e denúncias marcam lançamento da Campanha Fora Bolsonaro

Mobilizações aconteceram em mais de 18 capitais do país, hashtag ficou nos trends topics do Twitter, faixas foram espalhadas pelas cidades e nos atos presenciais medidas de proteção foram garantidas

Publicado: 10 Julho, 2020 - 16h49 | Última modificação: 10 Julho, 2020 - 21h41

Escrito por: Érica Aragão

CUT Rondônia
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O primeiro ato unitário da CUT, centrais, movimentos sociais, frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo para lançar a Campanha Fora Bolsonaro foi realizado nesta sexta-feira (10) em mais de 16 estados.

No Dia Nacional de Mobilização ‘Fora, Bolsonaro’ teve caminhadas, carreatas, faixas colocadas em estradas e avenidas centrais, outdoors, projeções em prédios, carros de som e atos simbólicos em praças e ruas de diversas cidades brasileiras.

Em Alagoas, trabalhadores e trabalhadoras de diversas categorias e representantes de movimentos sociais fizeram uma caminhada no centro de Maceió. Com faixas de Fora Bolsonaro, cartazes com dizeres de que outro Brasil é possível e de solidariedade às famílias que perderam seus entes pela Covid-19, os manifestantes passaram pela Praça da Assembleia Legislativa, Praça dos Martírios e no Palácio do Governo.

CUT AlagoasCUT Alagoas

A presidenta da CUT Alagoas, Rilda Maria Alves, pediu uma salva de palmas para todos os profissionais que estão à frente no combate contra a covid-19,  pediu um minuto de silêncio para as vítimas da doença e criticou o “presidente genocida”.

“Para Bolsonaro era só uma gripezinha e nada fez pela população, pelo contrário. O que ele deu para o povo foi a morte, Bolsonaro é genocida”, falou emocionada.

Em Brasília, faixas de Fora Bolsonaro foram colocadas em passarelas das principais vias da cidade. Em vídeo publicado nas redes sociais, o presidente da CUT DF, Rodrigo Rodrigues, explicou o porquê é preciso dizer “basta” de Bolsonaro.

“Bolsonaro já demonstrou que não tem nenhuma capacidade de gerir o Brasil, principalmente neste momento de crise que nós vivemos. Uma crise sanitária que leva quase 70 mil pessoas a morte e que Bolsonaro apenas desdenha. Além disso, o seu projeto político é de destruição do Estado e dos direitos de cada cidadão e cidadã, afirmou.

CUT DFCUT DF

Em diversos lugares, sindicalistas, lideranças políticas, partidárias e de movimentos sociais e populares também denunciaram os governos locais, retiradas de direitos e a irresponsabilidade de Bolsonaro frente à pandemia do novo coronavírus. Veja como foram os atos em outros estados abaixo.

Também teve minuto de silêncio, cruzes e até cartazes em homenagem e solidariedade às famílias que perderam entes queridos pela Covid-19. 

Redes sociais

A hashtag pedindo a saída de Jair Bolsonaro (ex-PSL) também foi destaque nas redes sociais. No Twitter o #ForaBolsonaro chegou a ficar em segundo lugar nos trends topics do país.

Parlamentares, lideranças políticas e partidárias também fizeram seus protestos.

O presidente da CUT, Sérgio Nobre, disse que esta não é só uma campanha contra algo ou alguém, mas sim em defesa da vida, da Democracia, dos trabalhadores, dos mais pobres, de um Brasil de volta ao rumo do crescimento com justiça social. Sérgio também publicou um vídeo com dicas de como sair de casa com proteção, para quem preferiu participar de atos nas ruas. 

 

O deputado Federal, Paulo Teixeira (PT), afirmou que hoje é o dia de dizer “fora” para esse genocida que compromete a vida de brasileiros e brasileiras com sua incompetência.

A deputada Federal, Benedita da Silva (PT-RJ), disse que o #ForaBolsonaro também é por regularização fundiária com justiça, que proteja o meio ambiente, as terras da união, as comunidades tradicionais, indígenas, quilombolas e assentados da Reforma Agrária. “Nossa luta é o oposto do que Bolsonaro prega”, finaliza ela no post.

Saiba como foi a mobilização nos estados

Na Bahia, urbanitários, petroleiros, trabalhadores e trabalhadoras da educação, rodoviários e estudantes fizeram um ato simbólico pelo “Fora Bolsonaro” em Salvador, no Campo da Pólvora, em frente ao Fórum Rui Barbosa. Lideranças sindicais, de partidos e movimentos sociais e populares, estiveram presente falando palavras de ordem em defesa da democracia, da vida e dos direitos da classe trabalhadora.

CUT BahiaCUT Bahia

Faixas, bandeiras, cartazes e um carro de som, serviram para mobilizar a população para o panelaço de logo mais às 20h. A CUT Bahia fará uma “live” as 19h na sua página no Facebook para aquecer as panela que irão bater as 20h em todo o país.

"O pessoal ficava na faixa de pedestre toda vez que o farol fechava e falávamos no caminhão de som sobre os casos de coronavírus que só aumentam no país com Bolsonaro", afirmou o secretário de Comunicação da CUT Bahia, Edmilson Barbosa.

Na capital do Ceará, a passarela da Avenida Jose Bastos, no Bairro Damas, em Fortaleza, amanheceu com a faixa #ForaBolsonaro. Os servidores fizeram protesto em defesa da saúde e pela saída do presidente. Dirigentes da CUT cearense participaram do ato organizado pelo Fórum Conexão Saúde, na Praça Bandeira, próximo ao Hospital Instituto Dr.José Frota (IJF). Eles cobraram segurança, saúde e valorização para a categoria, especialmente para os trabalhadores da linha de frente de enfrentamento da pandemia.

CUT CearáCUT Ceará

Também teve ato #ForaBolsonaro no Condomínio Residencial Machado De Assis, na Paupina, em Fortaleza. A atividade foi convocada pelo Movimento Casa Chiquinha Gonzaga.

No Maranhão teve carreata Fora Bolsonaro, com uma parada curta no Ministério da Economia, passando pela Rua Grande, Passeio, Cajazeiras, Praça da Bíblia e encerrou com ato na Praça Deodoro, no centro de São Luis.

CUT MaranhãoCUT Maranhão

O ato em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, trouxe a memória das vítimas que vieram a óbito pela Covid-19 no Mato Grosso do Sul, através da representação de cruzes instaladas no canteiro da Afonso Pena. Também foram distribuídos outdoors em Campo Grande, além de vídeos Fora Bolsonaro em painéis de LED na região central da cidade e do aeroporto.

Segundo o presidente da CUT-MS, Vilson Gregório, o objetivo do ato foi para demonstrar para a sociedade que este governo não tem política para a saúde, não faz nada para proteger empregos e ainda ataca a democracia.

“O ato foi excelente, conseguimos mandar nosso recado de Fora Bolsonaro e ainda tomamos todos os cuidados sanitários em concordância com as orientações da OMS [Organização Mundial da Saúde], evitando a aglomeração, com uso de máscaras e álcool gel”, explicou.

Em Minas Gerais, dirigentes da CUT no estado, lideranças políticas e militantes ocuparam a Praça da Assembleia, em Belo Horizonte, e em Contagem. O ato “Fora Bolsonaro” na capital também denunciou a gestão irresponsável e antipopular do governador Romeu Zema.

“Zema e Bolsonaro são farinha do mesmo saco. O governador mineiro se alia às políticas do governo federal trazendo grandes prejuízos ao povo de Minas, seja na irresponsabilidade no combate ao coronavírus, na tentativa de retirar direitos por uma reforma da Previdência em plena pandemia ou com projetos de privatização de estatais como a Cemig e a Copasa”, denunciou o presidente da CUT Minas, Jairo Nogueira Filho

CUT Minas GeraisCUT Minas Gerais

 

No Pará, trabalhadores dialogaram sobre a situação do país com a população que passava de carro pelas ruas do centro de Belém.

CUT ParáCUT Pará

Dirigentes da CUT Paraíba, de sindicatos e lideranças de movimentos sociais fizeram um ato público no Ponto de Cem Réis. Devido ao estado de calamidade causado pela  pandemia, o ato foi planejado para reunir apenas algumas pessoas que estão fora do grupo de risco. Os manifestantes obedeceram ao distanciamento mínimo de 2 metros entre as pessoas e  todos usaram máscaras onde se lia Fora Bolsonaro. 

Em Campina Grande, três carros de som circularam pelos bairros mais populosos da cidade, denunciando os crimes do presidente Bolsonaro.

CUT ParaibaCUT Paraiba

Em Pernambuco, movimentos sociais e sindicais da cidade e do campo fizeram diversas mobilizações na Região Metropolitana do Recife (RMR) até o sertão. As ações do Fora Bolsonaro aconteceram com carros de som e a veiculação de spots com pautas de denúncia sobre as ameaças do governo nas praças e principais ruas das cidades de Afogados da Ingazeira, Serra Talhada, Ouricuri, Araripina e Garanhuns. Diversas faixas e cruzes simbólicas também foram usadas para simbolizar as mortes por Covid-19 nas regiões do estado.

CUT PernambucoCUT Pernambuco

A capital do Paraná, Curitiba, amanheceu nesta sexta com faixas de Fora Bolsonaro em diversos pontos da cidade.

CUT ParanáCUT Paraná

 

Dirigentes da CUT Piauí saíram às ruas com carro de som, pedindo a sociedade que evite aglomerações e ressaltando a preocupação com o avanço da pandemia do Covid 19. A posição da entidade é contraria ao retorno das atividades e a quebra do Isolamento social, por acreditar que ainda não é o momento da reabertura econômica.

No Rio de Janeiro teve um ato em frente ao Ministério da Saúde no estado, pela vida, emprego, democracia e por Fora Bolsonaro. Os manifestantes cumpriram o afastamento, usaram máscaras e álcool gel. Trabalhadores dos Correios e petroleiros também fizeram protestos no Dia Nacional de Mobilização.

Pela manhã, em Natal, no Rio Grande do Norte,teve carro de som nas quatro zonas da cidade, junto com algumas ações de colocar faixas nas principais vias da cidade.  Avenida Senador Salgado Filho, bairro do Alecrim e a Ponte de Igapó.

CUT RNCUT RN

Dirigentes da CUT Rio Grande do Sul em parceria com os representantes do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde no Rio Grande do Sul (Sindisaúde-RS) fizeram um ato simbólico pelo Fora Bolsonaro na madrugada desta sexta. O protesto, que aconteceu em frente ao Hospital da PUCRS, em Porto Alegre, foi para cobrar a testagem de todos e todas trabalhadores da saúde.

CUT RSCUT RS

Em Caxias do Sul, também teve mobilização simbólica na Praça Dante Alighieri. Foram espalhadas cruzes para lembrar os milhares que morreram na pandemia do coronavírus diante do descaso do presidente com a vida do povo. “Não é uma gripezinha", diziam alguns cartazes.

CUT RS/ Caxias do SulCUT RS/ Caxias do Sul

 

Em Rondônia, faixas de Fora Bolsonaro foram espalhados por diversas passarelas de Porto Velho. 

CUT ROCUT RO

Em São Paulo, cerca de 60 pessoas participaram do ato na Praça Patriarca, no centro da cidade. Além da participação de dirigentes sindicais, muitas pessoas que transitavam pelo local pararam para acompanhar falas e para fotografar as placas que traziam mensagens com Fora Bolsonaro, em defesa do SUS e com números de vítimas da Covid-19 em bairros paulistanos como Itaquera, Capão Redondo, Sacomã, entre outros bairros da periferia. A população em situação de rua na região também se integrou ao ato.

CUT São PauloCUT São Paulo

O presidente da CUT São Paulo, Douglas Izzo, disse que o ato simbólico é para além de chamar a atenção da população para os desmandos dos governos. Segundo ele, a mobilização também reforça a luta em defesa da vida, da democracia e do SUS e para mostrar a insatisfação da população com Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Dória (PSDB).

"Não é possível que com os números de mortes e casos de covid aumentando os governos cedam às pressões do poder econômico e flexibilizem as medidas de isolamento. Os governos deveriam garantir as condições para que todos pudessem cumprir a quarentena em casa”, afirmou. 

Atos simbólicos também aconteceram em Florianópolis, em Santa Catarina. Representantes das centrais sindicais, federações e sindicatos ocuparam a escadaria da Catedral em Florianópolis com 69 cruzes para pedir o impeachment de Bolsonaro. Elas simbolizam as mais de 69 mil mortes no país causadas pela negligência de um governo que só toma medidas irresponsáveis e contrárias a todas as recomendações sanitárias.

CUT SCCUT SC

O ato também cobrou o fechamento imediato dos serviços não essenciais em Florianópolis, medida urgente para conter o  aumento da doença na região e a ocupação em torno de 90% das Unidades de Terapia Intensivas (UTIs) da capital catarinense.

Próximos passos da luta

Logo depois do Dia Nacional Dia Nacional de Mobilização, a Campanha ‘Fora, Bolsonaro’ promoverá uma Plenária Virtual no dia 11 de julho,  reunindo milhares de participantes de todo o país. Nesta atividade serão definidas as próximas ações da campanha.

Segundo a Comissão Organizadora, as entidades também farão mobilizações regionais para fortalecer os dias 10 e 11.

 


 

 

*Com informações da CUT nos estados