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Ato político Lula Livre abre Conferência de comunicação do PT

Vencer a batalha da comunicação é responsabilidade do campo da esquerda, com unidade e organização em defesa de Lula e da democracia

Publicado: 14 Abril, 2018 - 15h03 | Última modificação: 13 Julho, 2018 - 17h57

Escrito por: Érica Aragão

Paulo Pinto
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A unidade e emoção marcaram o ato político que abriu  a "Conferência Lula Livre: vencer a batalha da comunicação" na noite desta sexta-feira (13), em São Paulo.

João Manuel Oliveira e Vanilda de Anunciaçao silenciaram a plateia lotada ao declamarem a poesia de autoria de Pedro Tierri que simboliza a indignação e injustiça com resistência para a liberdade de Lula. Logo depois, a intervenção artística do  Lucas Islan foi aplaudida ao criticar a imparcialidade da mídia, o golpe e a intervenção militar. 

A simbologia da representação política das pessoas que participaram do debate mostra a unidade da esquerda em defesa da democracia, da liberdade do Lula e na crítica à mídia comercial, que fez parte do golpe e contribuiu para o momento político que o país está passando. 

O secretário Nacional de Comunicação da CUT, Roni Barbosa, lembrou que Lula estaria na Conferência caso não fosse um preso político porque foi ele o maior provocador do debate. Falou da maior audiência histórica que a TVT teve durante a resistência em São Bernardo do Campo no sábado (7) , dos projetos da CUT e sobre o potencial que a esquerda tem para os desafios da comunicação. 

“Segundo pesquisa CUT/VOX populi, cerca de 30% da população é petista, de esquerda e simpatizante. Nosso desafio é chegar neste número. Não dá para esperar a democratização da comunicado, temos que fazer já”, disse Roni, que encerrou sua fala com a palavra de ordem “Lula Livre”. 

A presidenta do Partido dos Trabalhadores (PT)  Gleisi Hoffman, falou da participação da Globo no processo do golpe, com a ajuda da justiça e do parlamento e frisou: a esperança que o povo tem é 'em Lula Livre para ser presidente outra vez e tirar o País dessa crise'. 

"A Rede Globo foi condutora de tudo isso se comportando como um partido político e é essa narrativa que temos que contrapor", disse a senadora.  

Tudo isso, disse Gleisi,  deve ser feito com respeito a candidaturas, como a da Manuela D'Ávilla (PC do B) e a do Guilherme Boulos (PSOL) e de outros partidos, como PDT e PSD, que compõem a frente democrática.

Segundo ela, o presidente Lula, mesmo com o processo de desconstrução contínua, surge diante dessa crise como uma esperança de que podemos sair dessa e fazer o Brasil voltar a crescer.

Durante o ato, foi apresentada mensagem que Lula deixou para os brasileiros e as brasileiras antes de cumprir ordens judiciais em Curitiba e um vídeo com a fala do ex-presidente Lula, no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, que emocionou e fez a plateia se levantar e aplaudir.

Gleisi Hoffman agradeceu a presença dos comunicadores e jornalistas das mídias alternativas presentes na atividade e destacou a importância de uma outra narrativa que esclareça a população de que existe um outro lado da história que a mídia comercial não mostra. 

"Nunca foi tão importante termos uma comunicação  tão eficiente para fazer a disputa da narrativa e levar para o povo brasileiro o esclarecimento que a gente tem feito sobre a prisão injusta do ex-presidente e o golpe de 2016, que teve como objetivo acabar com os direitos do povo e com a democracia", destacou Gleisi.

Com apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT), da TV dos Trabalhadores (TVT), Rede Brasil Atual (RBA), Revista do Brasil, Fundação Perseu Abramo (FPA) e do Brasil de Fato, a "Conferência Lula Livre "vencer a batalha da comunicação" foi deliberação do 6º Congresso Nacional do PT, que aconteceu em 2017, e tem como principal objetivo "compreender o papel da luta e chegar a uma conclusão que dê mais força e unidade para que a comunicação democrática e popular liberte Lula e contribua para a liberdade do povo", explicou o secretário Nacional de Comunicação do Partido dos Trabalhadores, Carlos Henrique Árabe. 

A noite foi cheia de debates sobre o oligopólio da mídia, das críticas e das conquistas do governo Lula no tema, como a TV pública e o marco civil da internet. Também foram discutidos projetos de lei em trâmite  na Câmara e no Senado, que colocam a democracia em xeque e propostas para uma comunicação mais plural e democrática.

A Conferência termina neste sábado com um seminário da filósofa Marilena Chaui, com oficinas de redes sociais, internet, audiovisual e rádio. Também será construído um documento da conclusão da discussão que terá um peso importante para as ações do PT no próximo período. 

Além do Franklin Martins, a coordenadora do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Renata Mielli, a coordenadora do Intervozes, Bia Barbosa, a coordenadora da Marcha Mundial das Mulheres e representante da Frente Brasil Popular, Nalu Farias, o presidente do PCO, Antonio Carlos, o presidente do PSOL, Juliano Medeiros e o presidente do PCdoB, Walter Sorrentino participaram da Conferência.

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