Ativistas estadunidenses fazem vigília...
Publicado: 30 Outubro, 2012 - 12h28
Escrito por: Natasha Pitts, Adital
Ativistas do Observatório da Escola das Américas (SOA Watch, por sua sigla em inglês) realizarão nesta terça-feira, dia 30, em várias cidades dos Estados Unidos, um jejum em seus bairros e comunidades para chamar atenção e alertar a população deste país para a existência da Escola das Américas e sua trajetória.
Também nos dias 16, 17 e 18 de novembro serão realizados protestos em prol do fechamento da "Escola de Assassinos”. A principal ação acontecerá nas portas da Escola, situada em Fort Benning, Geórgia (EUA), quando ativistas pedirão mais uma vez ao presidente Barack Obama que feche a Escola das Américas, hoje chamada de Instituto do Hemisfério Ocidental para a Cooperação de Segurança (WHISC, por sua sigla em inglês).
Os/as interessados/as em contribuir podem organizar uma atividade como fórum, plantão, debates, entre outros, além de assinar e enviar uma carta ao presidente Barak Obama pedindo o fim imediato do envio de soldados para a Escola. Também é possível aderir a uma Campanha de Assinaturas pelo Fechamento da Escola das Américas, no link http://encuentronortesur.wordpress.com/2012/10/23/firmas-2/.
No site do Observatório da Escola das Américas é possível ler o depoimento de Camila Neiva, intitulado "A luta contra a Escola das Américas é um ato de memória coletiva”. A jovem teve seu tio-avô assassinado por soldados "formados” na Escola das Américas. Como se motivasse outros/as a se unirem às mobilizações, a chilena conta sobre sua experiência, em 2005, na vigília semelhante a que acontecerá no próximo mês, em Fort Benning.
Junto a mais de seis mil pessoas, Camila relatou a participação em uma marcha fúnebre e em um ato em que todos responderam ‘presente’ depois de chamada com o nome de pessoas assassinadas por soldados formados na Escola das Américas, momentos que a marcaram profundamente.
"Para mim não há objetivo mais claro que fechar a Escola das Américas e demandar que nossos governos não mandem mais soldados para serem treinados ali. Seis países da América Latina já disseram ‘NÃO’ à Escola das Américas e retiraram seus soldados. Devemos crescer em nosso movimento para que todos os países de nosso continente não mandem mais soldados à Escola de Assassinos”, encoraja.
Histórico
A Escola das Américas foi fundada em 1946, no Panamá, e transferida em 1984 para Fort Benning, na Geórgia. É chamada por muitos de "A Escola de Assassinos”. Nas palavras de Jorge Illueca, que já foi presidente do Panamá, a iniciativa é "a base maior para a desestabilização na América Latina”. Para SOA Watch, a Escola serve unicamente para ensinar lições de crueldade, tortura e repressão.
Em seus 66 anos de funcionamento, já treinou mais de 60 mil soldados de países da América Latina em técnicas de combate, táticas de comando, inteligência militar e técnicas de tortura. Hoje, chamada de Instituto do Hemisfério Ocidental para a Cooperação de Segurança (WHISC, por sua sigla em inglês), continua em plena atividade e treina, por ano, mais de mil soldados de diversos países.
Para mais informações, acesse: http://www.soawlatina.org/