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Ataque de hackers paralisa STJ pelo menos até segunda-feira (9)

Ministério da Saúde, CNJ, UnB e o governo do Distrito Federal também relataram problemas em seus sistemas

Publicado: 06 Novembro, 2020 - 10h07 | Última modificação: 06 Novembro, 2020 - 10h19

Escrito por: Redação CUT

Marcello Casal/Agência Brasil
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Uma invasão de hackers tirou do ar a rede interna de computadores do Superior Tribunal de Justiça (STJ) depois das 15h da terça-feira (3), quando as turmas do tribunal realizavam sessões de julgamento.

O ataque atingiu diretamente o andamento de 12 mil dos 255 mil processos que estão tramitando no Tribunal. Entre os julgamentos suspensos está um recurso da defesa do ex-presidente Lula sobre o julgamento do processo do triplex do Guarujá, litoral de São Paulo. 

Após a invasão do sistema, o presidente do STJ, Humberto Martins, divulgou nota informando que o ataque cibernético bloqueou, temporariamente, com o uso de criptografia, o acesso a dados, mas as informações estão preservadas nos sistemas de backup do tribunal.

“Permanecem íntegras as informações referentes aos processos judiciais, contas de emails e contratos administrativos, mantendo-se inalterados os compromissos financeiros do tribunal, inclusive quanto à sua folha de pagamento”.

Até agora, os ministros e servidores estão sem acesso a processos digitalizados, emails e outros sistemas internos e as atividades do tribunal foram suspensas pelo menos até segunda-feira (9). O STF está funcionando em regime de plantão e os prazos processuais foram suspensos.

Nesta quinta-feira (5) surgiram informações sobre ataques também nos sistemas do Ministério da Saúde, no Governo do Distrito Federal (GDF), Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e Universidade de Brasília (UnB), entre outras entidades.

A Polícia Federal que já havia sido acionada pelo STJ na segunda e instaurado um inquérito para apurar as invasões, não confirmou se esses órgãos também foram atacados, mas em comunicado a imprensa a assessoria do Ministério da Saúde afirmou: “Estamos sem acesso à internet, linhas de telefone fixo e e-mails corporativos no Ministério da Saúde”.

Em outra nota enviada no fim da tarde, a assessoria do Ministério informou que "identificou a existência de vírus em algumas estações de trabalho e, por motivos de segurança, o Departamento de Informática do SUS bloqueou o acesso à internet, bem como às redes e aos sistemas de telefone, evitando, assim, a propagação do vírus entre os computadores."

"Até o momento, não há indícios de que o vírus seja uma tentativa de invasão, pois não houve danos à integridade dos dados", informou.

Já a assessoria do GDF informou, também por meio de nota,  “que a situação está sendo monitorada e que os protocolos de prevenção a incidentes já foram acionados”.

“Até o momento, não há indícios de comprometimento de sistemas ou de serviços dos órgãos do governo federal. A SGD está também à disposição de todas as entidades da União, Estados e Municípios para compartilhar conhecimento e práticas de combate a esse tipo de iniciativa criminosa."

STF parado

Ainda não se sabe quando o STJ voltará a funcionar normalmente. A nota do Tribunal diz que o vírus pode ter imposto uma criptografia “impossível” de ser quebrada, o que acarretaria problemas ainda mais graves. “As diligências iniciais da investigação já foram adotadas, inclusive, com a participação de peritos da instituição. Eventuais fatos correlatos poderão ser apurados na mesma investigação, que está em andamento na Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal”.