• TVT
  • RBA
  • Rádio CUT
MENU

Assédio moral e sexual nos locais de trabalho é tema de Webnário desta segunda (30)

Série de atividades online da CUT-DF termina dia 10, com o tema direitos humanos e mulheres. Conheça mais sobre os Webnários da Campanha 21 dias de ativismo pelo fim da violência contra mulheres da Central

Publicado: 30 Novembro, 2020 - 13h32 | Última modificação: 30 Novembro, 2020 - 16h03

Escrito por: Redação CUT

Divulgação
notice

Assédio moral e sexual nos locais de trabalho: Convenção 190 OIT é o tema do segundo Webnário que acontece nesta segunda-feira (30) que faz parte da campanha 21 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres da CUT-DF, que começou dia 20 de novembro e termina dia 10 de dezembro.

A transmissão ao vivo, que começa às 20h em todas as páginas da entidade, terá a participação da secretária de Mulheres da CUT Nacional, Juneia Batista, a representante da OIT Brasil, Thais Dumet, Coordenadora de Mulheres do Sinpro-DF, Mônica Caldeira, e Presidenta Conselho da Mulher OAB-DF, Nildete Santana.

A última live da série tem como tema os direitos humanos e as mulheres, e será realizada no dia 10 de dezembro, no mesmo horário: 20h.

“Os temas que escolhemos para debater são essenciais para explicitar a conjuntura que as mulheres vivem e o porquê dessas conjunturas. A partir daí, teremos mais condições de fortalecer a luta feminista, que é histórica e, mais que nunca, necessária”, afirma a secretária de Mulheres da CUT-DF, Thaísa Magalhães.

De acordo com a dirigente sindical, a campanha pelos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres deve ter consciência social e racial, considerando ainda as mulheres trans, lésbicas, com deficiência e de todas as realidades.

“A luta feminista é conjunta e diversa. O machismo recai sobre todas nós, mas existem mulheres que têm privilégios diante de outras mulheres. É o caso das mulheres brancas, que são oprimidas pelo machismo, mas não pelo racismo, por exemplo. E essas diferenças não devem ser fator de separação. Ao contrário, é conhecendo e respeitando a realidade de outras mulheres que poderemos conquistar a liberdade de todas nós. Enquanto uma de nós sequer for privada de liberdade, todas nós seremos”, avalia Thaísa Magalhães.

Dupla discriminação

Internacionalmente, a campanha pelo fim da violência contra as mulheres começa no dia 25 de novembro e vai até dia 10 de dezembro, somando 16 dias de ativismo. No Brasil, a campanha tem 21 dias e começa no dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra. O objetivo é dar visibilidade à dupla discriminação sofrida pelas mulheres negras.

Segundo o Atlas da Violência 2020, em 2018, 68% das mulheres assassinadas no Brasil eram negras. “Enquanto entre as mulheres não negras a taxa de mortalidade por homicídios no último ano foi de 2,8 por 100 mil, entre as negras a taxa chegou a 5,2 por 100 mil, praticamente o dobro”.

Balanço do Ligue 180 de 2015 mostrou que 58,86% das mulheres vítimas de violência doméstica são negras. Elas também são as principais vítimas de mortalidade materna (53,6%), segundo dados de 2015 do Ministério da Saúde. As mulheres negras também são maioria das vítimas da violência obstétrica (65,9%), como mostram os dados dos Cadernos da Saúde Pública de 2014 da Fiocuz. Já o Diagnóstico dos homicídios no Brasil, realizado pelo Ministério da Justiça em 2015, mostra que mulheres negras têm duas vezes mais chances de serem assassinadas que as brancas.

Serviço:

Você pode acompanhar a série de Webinário pelas redes sociais da CUT-DF:

Facebook

Instagram

Youtube

*Com informações da CUT-DF