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Artur Henrique: uma trajetória construída da luta sindical à presidência da CUT

Ex-presidente da CUT, que morreu aos 65 anos nesta segunda-feira (14), dedicou décadas à luta sindical e à construção de políticas voltadas aos trabalhadores

Publicado: 14 Setembro, 2026 - 11h01 | Última modificação: 14 Setembro, 2026 - 12h06

Escrito por: Walber Pinto

Roberto Parizotti/CUT
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Morreu nesta segunda-feira (14), em São Paulo, aos 65 anos, Artur Henrique da Silva Santos, ex-presidente nacional da CUT. Ele enfrentava problemas de saúde havia um longo período.

O velório de Artur Henrique será realizado nesta terça-feira (15), das 8h às 14h, no saguão da CUT Brasil, na Rua Caetano Pinto, 575, em São Paulo.

A cremação será realizada às 16h30, na Avenida Manacá, 1.400, em Mauá (SP).

Nascido em 26 de junho de 1961, na Vila Pompeia, em São Paulo, Artur era filho único de um casal de portugueses e pai de Isabella. Técnico em Eletrotécnica e formado em Sociologia pela PUC-Campinas, iniciou ainda jovem sua atuação no movimento sindical e, ao longo dos anos, exerceu diferentes funções até chegar à presidência da CUT.

Sua trajetória foi marcada pela organização dos trabalhadores, pela defesa de direitos e pela participação em debates sobre trabalho, democracia e políticas públicas.

Na presidência da CUT

Artur foi eleito presidente nacional da CUT em 2006, durante o 9º Congresso Nacional da Central, realizado em São Paulo. A chapa encabeçada por ele recebeu 69% dos votos dos cerca de 2,5 mil delegados e delegadas presentes.

O mandato, de 2006 a 2009, foi renovado no 10º Congresso Nacional da CUT, em agosto de 2009, quando a nova Direção Nacional foi aprovada por unanimidade.

Naquele período, Artur destacou a importância da unidade da Central para enfrentar os desafios da conjuntura e defendeu o fortalecimento da atuação conjunta entre a CUT, confederações, federações e sindicatos de base.

Entre as prioridades de sua gestão estavam a valorização do salário mínimo, o fim do fator previdenciário e a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução de salários. A redução da jornada, uma das bandeiras históricas da CUT, esteve entre os temas centrais de sua atuação sindical.

Arthur assume a Secretaria Municipal do Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo de São Paulo (SDTE) em 2014

 

Uma trajetória dedicada à organização dos trabalhadores

Antes de assumir a presidência da CUT, Artur foi diretor de Formação da CUT-SP e secretário nacional de Organização da Central.

Depois de dois mandatos à frente da CUT, entre 2006 e 2012, passou a atuar na área de relações internacionais como secretário-adjunto da entidade. Nessa função, participou de ações sindicais da CUT com países da América Latina e da América Central.

Também atuou na formulação de políticas de trabalho junto ao Instituto de Cooperação Internacional da CUT e colaborou com o Instituto Lula na construção de políticas de cooperação trabalhista nas Américas.

Em março de 2014, assumiu a Secretaria Municipal do Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo de São Paulo (SDTE), ampliando sua atuação na área de políticas públicas voltadas ao trabalho e ao desenvolvimento.

A trajetória de Artur Henrique passou por diferentes espaços de organização sindical e de formulação de políticas públicas, sempre ligada à defesa dos direitos dos trabalhadores.

À frente da CUT, em sua atuação internacional e na gestão pública, deixou uma trajetória marcada pela organização dos trabalhadores e pela defesa de direitos.