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Após ultrapassar 200 mil mortes, Brasil registra maior número de casos de Covid-19

Com 1524 mortes em 24 horas, país acumula 200.498 óbitos, segundo maior número mundial, e 7.961.803 casos confirmados

Publicado: 08 Janeiro, 2021 - 11h28 | Última modificação: 08 Janeiro, 2021 - 11h57

Escrito por: Redação CUT

Roberto Parizotti
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Após ultrapassar 200 mil mortes, o Brasil voltou a registrar nesta quinta-feira (7) o maior número de novos casos de Covid-19 em um dia desde o início da pandemia. Foram 87.843 casos confirmados em 24 horas, o maior número era de 16 de dezembro de 2020, quando 70.574 casos entraram na contagem. 

Nas últimas 24 horas, o país registrou 1.524 novas mortes provocadas pela doença. Com isso, acumula 200.498 óbitos, segundo maior número mundial.  Os casos confirmados da doença no Brasil somam 7.961.803.

O Brasil é o segundo país a atingir a triste marca de 200 mil vítimas da pandemia. Os Estados Unidos chegaram a esse número em setembro — hoje, os norte-americanos registram mais de 362.037 mil mortes, segundo dados da Universidade Johns Hopkins. Em relação ao total de casos, o Brasil está atrás dos EUA e Índia (com 21.354.027 e 10.395.278, respectivamente).

EUA atingem mais de 4 mil mortes em um único dia

Nesta quinta-feira (7), os Estados Unidos registraram mais de 4 mil mortes por Covid-19 , segundo levantamento da Universidade Johns Hopkins. É o maior número já registrado por um país na pandemia. Foram 4.085 óbitos e 274.703 casos nas últimas 24 horas.

O número de infectados desta quinta só perde para o dia 2 (sábado) quando atingiu 301.858 casos. Desde 29 de dezembro, foram cinco dias consecutivos,  que mais de 3,7 mil pessoas perderam a vida nos EUA por complicações relacionadas ao coronavírus.

A imprensa norte-americana informou que ambulâncias de Los Angeles, segunda maior cidade dos EUA, foram orientadas a não transportar pacientes que tenham poucas chances de sobrevivência. Segundo o jornal "Los Angeles Times", isso ocorre por falta oxigênio nos hospitais da região devido à superlotação de pacientes com Covid-19.

O governo da Califórnia estima que a situação vá piorar nos próximos dias, como reflexo da disseminação da doença nas festas de fim de ano.

STF pede esclarecimento de Pazuello sobre vacina no Brasil

Depois de diversos impasses e ficando atrás na fila de 50 países em relação ao início da vacinação contra a Covid-19, o ministro Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski,  intimou o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello,a prestar esclarecimentos sobre o estoque de insumos necessários para a vacinação contra a Covid-19.

O ministro deu o prazo de cinco dias para que Pazuello "comprove o estoque de seringas e agulhas da União e dos respectivos estados para a condução especificamente da vacinação da Covid-19, ao menos para os quatro grupos prioritários conforme detalhado no “Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19".

Lewandowski também ressaltou que no caso dos estoques não serem suficientes para o processo de imunização, o governo tem 48h para apresentar um planejamento de aquisições dos materiais.

Em pronunciamento realizado nesta quinta-feira (7), Pazuello disse que o Brasil possui condições de produzir seringas internamente. No entanto, ainda não tem calendário de vacinação e nem insumos disponíveis para a imunização de brasileiros.

Anvisa recebe pedido do Butantã para liberar Coronavac

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou na manhã desta  sexta-feira (8) o pedido de autorização temporária de uso emergencial e em caráter experimental da Coronavac. O pedido foi enviado pelo Instituto Butantan, que conduz os estudos brasileiros com o imunizante contra a covid-19, desenvolvido pela empresa chinesa Sinovac.

A agência estima que levará até 10 dias para avaliar o pedido, "descontando eventual tempo que o processo possa ficar pendente  de informações , a serem  apresentadas pelo laboratório", salientou em comunicado.

Covid-19 nos estados

O Paraná não divulgou dados nesta quinta até às 20h, por isso não está em nenhum dos três grupos.

Com alta na média de mortes, estão o Distrito Federal e dez estados: Amazonas, Roraima, Rondônia, Tocantins, Piauí, Ceará, Paraíba, Sergipe, Goiás e Rio de Janeiro.

Em estabilidade, temos 12 estados: Acre, Amapá, Pará, Maranhão, Rio Grande do Norte, Alagoas, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, São Paulo e Rio Grande do Sul.

E apenas três estados aparecem com queda na média de mortes: Pernambuco, Minas Gerais e Santa Catarina