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Após 20 anos, Partido Social Democrata vence eleição parlamentar na Finlândia

Com 40 cadeiras, os social-democratas alcançam 17,7% dos votos e se tornam a maior bancada do Parlamento de 200 membros, seguido pelo Partido Finlandeses, contrário à imigração, com 17,5%

Publicado: 15 Abril, 2019 - 13h15 | Última modificação: 15 Abril, 2019 - 13h21

Escrito por: Redação CUT

Antii Aimo-Koivisto/Lehtikuva/AFP
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Antti Rinne, presidente do Partido Social Democrático da Finlândia

Em sua primeira vitória desde 1999, o Partido Social Democrático obteve a maior parte dos votos na eleição parlamentar da Finlândia, realizada nesse domingo (14). Os social-democratas deixaram de ser a quarta maior bancada parlamentar para se tornar a primeira força política do país, com seis novos assentos no Eduskunta (Parlamento finlandês).

Apesar da vitória, o resultado foi apertado. Eles obtiveram 40 das 200 cadeiras, com 17,7% dos votos, seguidos pelos ultradireitistas do Partido dos Finlandeses, contrários à imigração, que conseguiram eleger 39 deputados - 17,5% dos votos.

Com isso, os chamados “Verdadeiros Finlandeses” superaram o partido conservador Kokoomus, do ministro de Finanças interino Petteri Orpo, que alcançou 17% dos votos e 38 cadeiras.

Já o liberal Partido de Centro, do primeiro-ministro Juha Sipilä, perdeu 18 assentos e ficou com 31 cadeiras - 13,8% dos votos, o pior resultado da sua história. "O Partido de Centro é o grande perdedor dessas eleições", reconheceu Sipilä.

Após o resultado das urnas, o presidente do Partido Social-Democrata (SDP) e ex-líder sindical, Antti Rinne, declarou vitória e disse que, “pela primeira vez desde 1999, somos o maior partido na Finlândia".

Para o secretário de Relações Internacionais da CUT, Antonio Lisboa, na atual conjuntura de avanço da extrema direita na Europa e no mundo, o resultado da eleição na Finlândia é importante.

“Situações como o México, Finlândia e até mesmo a coalisão de esquerda em Portugal, a chamada ‘geringonça’, são importantes nesse momento difícil que vive o centro democrático nas eleições do mundo todo, especialmente da Europa”, avalia Lisboa.

“Apesar de a esquerda não ter conquistado uma maioria tranquila na Finlândia, o que gera dificuldade para governar, acredito que eles vão apostar na construção de uma coalisão. Torcemos para isso”, diz.    

As demais cadeiras do Parlamento finlandês

Os Verdes foram os que mais cresceram nas eleições, depois dos social-democratas, ao conseguir 11,5% dos votos e 20 cadeiras, cinco a mais do que em 2015. A Aliança de Esquerda também avançou e conquistou 8,2% dos votos, aumentando quatro assentos no Parlamento, totalizando 16.

Os outros partidos que conseguiram representação no Eduskunta foram o Partido Popular Sueco (4,5% dos votos e nove cadeiras) e o Partido Democrata-Cristão (3,9% e cinco cadeiras).

Já o Futuro Azul, formação feita a partir dos ultradireitistas “Verdadeiros Finlandeses”, chegou a alcançar 1% dos votos, mas não conseguiu assentos no Parlamento.

Clima eleitoral

A eleição foi marcada pela insatisfação de muitos finlandeses com as políticas de austeridade do atual governo de centro-direita, que havia prometido na última eleição, em 2015, que a economia do país voltaria a crescer após profundos cortes de gastos.

No entanto, os cortes no sistema educacional da Finlândia, que é reconhecido mundialmente, assim como a criação de regras mais rígidas para a obtenção de auxílio para desempregados provocaram ampla rejeição entre os eleitores.

Com informações Agência EFE