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Apesar da queda, Brasil ainda lidera média móvel de mortes por Covid-19 no mundo

O número de mortes por dia no Brasil segue muito alto e chega a superar o que é registrado em continentes inteiros

Publicado: 14 Julho, 2021 - 11h54

Escrito por: Redação CUT

Alex Pazuello/Semcom
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Mesmo com a queda na média móvel diárias de mortes por Covid-19, o negacionismo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) e a recusa na compra de vacinas no ano passado, colocou o Brasil no epicentro mundial da pandemia do novo coronavírus. O país, que totalizou nesta terça-feira (13) 536 mil vidas perdidas e 19.152.065 pessoas contaminadas, vem registrando menos mortes e casos nos últimos dias, mas, apesar da queda, a média de mortes no país em decorrência da doença ainda é a maior do mundo e supera até a de continentes inteiros.

Países como Europa, África, América do Norte e Oceania têm atualmente médias móveis de mortes por Covid-19 mais baixas que o Brasil, segundo informações do UOL.

Segundo a plataforma Our World In Data, da Universidade de Oxford (Reino Unido), o Brasil tem média móvel de 1.278 mil mortes por Covid-19. Em 24 horas, o Brasil foi o segundo do mundo a registrar mais mortes por Covid-19. Com 1.605 óbitos, só ficamos atrás da Índia (2.642).

O país também ocupa, desde o dia 20 de junho, a primeira posição na média de novas mortes dos últimos sete dias em comparação com outras nações que foram significativamente afetadas pelo vírus.

A Europa apresenta uma média de 961 óbitos por dia, a África está com 801, a América do Norte fica com 593 e a Oceania segue com 4. Os dados vão até 13 de julho. A Ásia (3,1 mil mortes/dia) e América do Sul (2,5 mil) são as únicas duas regiões que superam a média brasileira até o momento.

Brasil lidera entre locais mais atingidos

Os números altos do Brasil levam em conta cinco países que registraram mais óbitos, como Estados Unidos, Brasil, Índia, México e Peru, em ordem decrescente.

No ranking vem o Brasil com 1.278, a Índia em segundo lugar, com média de 1.028 mortes nos últimos sete dias. Na sequência, vêm Estados Unidos (261), México (188) e Peru (129).

O mesmo cenário se repete na comparação com o tamanho da população de cada país: o Brasil segue na dianteira, com uma média de 6,01 mortes por milhão de habitantes, seguido por Peru (3,9 óbitos), México (1,46), Estados Unidos (0,79) e Índia (0,74).

Covid é 1ª causa de mortes no Brasil há 7 meses

Em sete meses seguidos a Covid-19 liderou as causas de mortes no país. Considerada a média mensal dos últimos 5 anos, o vírus matou mais do que qualquer outra causa –seja doença, homicídio ou suicídio.

As mortes por Covid-19 no mês de junho ficaram em 39.706, superando a soma das vítimas pelas duas maiores causas depois do vírus: câncer e doença cerebrovascular, que juntas mataram, em média, 27.442).

Segundo informação do site Poder360, que comparou a data real das mortes por Covid-19 em junho deste ano, a média de mortalidade no mesmo mês de 2015 a 2019 superou de todas as doenças no Brasil, segundo o Datasus. Isso porque ainda não há dados computados de mortalidade por doença para depois de 2019.

Em março de 2021, na pior fase da pandemia, as mortes pelo vírus dispararam e se descolaram das outras causas. No mesmo mês do ano, a Covid matou mais que o triplo do câncer. Em junho, o coronavírus matou quase o dobro de vítimas de câncer.

Taxa de internação com menos de 60 anos aumenta

De acordo com o recente Boletim InfoGripe, produzido por especialistas da Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz), um número elevado de indivíduos com menos de 60 anos que estão internados no momento.

Segundo o último relatório, que leva em conta a semana de 27 de junho a 3 de julho, o número de hospitalizações de brasileiros com mais de 60 anos está caindo consideravelmente e alcançou patamares bem parecidos a outubro de 2020, o que certamente é uma boa notícia.

Essa informação sinaliza que as vacinas disponíveis estão funcionando bem e protegem contra as formas mais graves da Covid-19.

A preocupação maior, segundo o Boletim InfoGripe, está focada nas pessoas com menos de 60 anos: a taxa de internação entre os mais jovens segue alta, muito acima dos picos registrados no mesmo período do ano passado.

Isso, novamente, só atesta a importância dos imunizantes e a urgência de acelerar a campanha de vacinação para proteger o maior número de pessoas o mais rápido possível.