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AO VIVO: CPI da Covid continua ouvindo depoimento de Pazuello. Acompanhe

Ontem ministro passou mal quando ainda faltavam 23 senadores para fazer perguntas 

Publicado: 20 Maio, 2021 - 08h54 | Última modificação: 20 Maio, 2021 - 09h50

Escrito por: Redação CUT

JEFFERSON RUDY/AGÊNCIA SENADO
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O general Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, passou mal durante pausa na CPI da Covid, nesta quarta-feira (19) e precisou ser atendido pelo senador e médico Otto Alencar. De acordo com o senador, Pazuello teve uma síndrome vasovagal e já está bem, mas a sessão precisou ser suspensa.

Pazuello continua o depoimento nesta quinta-feira (20), a partir das 10h. Quando a sessão foi encerrada, durante uma pausa, ainda tinham 23 senadores inscritos para fazer perguntas.

No depoimento desta quarta-feira, o ex-ministro não se recusou a responder perguntas, apesar de ter conseguido um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) que garantia a ele o direito não responder perguntas que o incriminassem.

No entanto, o general fez de tudo para blindar Jair Bolsonaro (ex-PSL) e, para isso, mentiu muito.

Para evitar atribuir ao presidente a responsabilidade pelas decisões erradas no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus, negou tentativa de interferência de Bolsonaro para ampliar o uso da hidroxicloroquina.

Os ex-ministros Henrique Mandetta e Nelson Teich já haviam afirmado em seus depoimentos que foram pressionados por Bolsonaro a ampliar o uso do medicamento que não tem eficácia no tratamento da Covid-19. questão apontada à CPI pelos seus dois antecessores no cargo.

Pazuello também mentiu quando afirmou não ter sido desautorizado por Bolsonaro a comprar a vacina chinesa CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantã. Tem vídeos dos dois onde ele diz “um manda e o outro obedece” e várias falas de Bolsonaro dizendo que não queria a vacina chinesa e ele é quem mandava não o ministro.

O general mentiu também quando afirmou não se reuniu com funcionários da Pfizer para negociar vacinas porque “ministro não pode receber as empresas”. Porém, ele se encontrou com o empresário Carlos Wizard, principal defensor da vacinação privada.

Em uma das mentiras, Pazuello foi desmentido pelo Tribunal de Contas da União (TCU), pela Controladoria-Geral da União (CGU), e Advocacia-Geral da União (AGU). Os órgãos de controle disseram que a proposta da Pfizer para o fornecimento de 8,5 milhões de doses no primeiro semestre não deveria ser assinada. “Mandamos para os órgãos de controle, a resposta foi: não assessoramos positivamente. Não deve ser assinado", havia dito Pazuello.

Em nota, o TCU negou a afirmação e disse que “em nenhum momento seus ministros se posicionaram de forma contrária à contratação da empresa Pfizer para o fornecimento de vacinas contra a Covid, e tampouco o tribunal desaconselhou a imediata contratação em razão de eventuais cláusulas contratuais”.

A mentira que mais revoltou os senadores foi sobre a iminência da falta de oxigênio em Manaus. O general disse que só foi informado no dia 10 de janeiro deste ano à noite. Porém, admitiu no dia 18 de janeiro que soube da possibilidade no dia 8 de janeiro, uma semana antes do dia mais grave de mortes por asfixia em leitos do estado.

"No dia 8 de janeiro, nós tivemos a compreensão, a partir de uma carta da White Martins, de que poderia haver falta de oxigênio se não houvesse ações para que a gente mitigasse este problema", disse Pazuello em uma entrevista em que respondeu perguntas de apenas quatro jornalistas em janeiro.

Senador pelo Amazonas, Eduardo Braga (MDB) rebateu o ex-ministro, afirmando que mortes por falta de oxigênio foram registradas até o fim do mês.

"O senhor estava lá e viu com seus olhos, os amazonenses morrendo por falta de oxigênio", afirmou. "Antes a gente ficava dependendo da ajuda do Gusttavo Lima, do Paulo Gustavo", completou.