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Amazon é processada por demitir trabalhadora que precisa ir 6 vezes ao banheiro

Ex-funcionária foi demitida assim que comunicou seu chefe que sofria de problemas crônicos no intestino e precisava ir várias vezes ao banheiro

Publicado: 24 Agosto, 2021 - 15h42 | Última modificação: 24 Agosto, 2021 - 15h47

Escrito por: Redação CUT

Reprodução
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A Amazon foi processada por demitir uma  trabalhadora portadora da síndrome do intestino ou do cólon irritável, que precisava ir ao banheiro seis vezes ao dia.

A doença é crônica, causa diarreia, dores abdominais, constipação e inchaço, mas antes que pudesse comprovar o que dizia com atestados médicos, Maria Iris Jennitte, que começou a trabalhar em um depósito da Amazon em Nova Jersey, nos Estados Unidos, em 2020, foi demitida.

Ela decidiu processar a empresa em junho desse ano, segundo informações do site Business Insider reproduzidas pelo UOL.

De acordo com a reportagem, a trabalhadora teria comunicado seu chefe sobre o problema, ele pediu um laudo médico em até cinco dias comprovando a necessidade das idas ao banheiro, mas como o médico demorou seis dias para entregar o documento, ela foi demitida antes que pudesse apresentar as provas.

Não é a primeira vez

Esse não é um caso isolado de desrespeito aos trabalhadores da Amazon. Em março desde ano, a empresa foi acusada condições de trabalho precárias e foi processada por negar intervalos de almoço e descanso a funcionários de centros de distribuição.

A ação também alega que a companhia trabalha com equipes menores do que o necessário e atrasa o pagamento de salários.

O processo começou em fevereiro em São Francisco, e foi levado para uma corte federal dos Estados Unidos, onde pode se tornar uma ação coletiva.

A empresa foi processada ex-funcionária que trabalhou em um centro de distribuição da Amazon em Vacaville, na Califórnia, entre outubro de 2016 e janeiro de 2019.

Na ação, ela afirma que a companhia negava o intervalo de 30 minutos para almoço, o que é previsto na legislação estadual.

Segundo a acusação, os trabalhadores perdiam parte do tempo “ouvindo e respondendo às obrigações relacionadas ao trabalho em seus walkie-talkies”, que precisam ser carregados para qualquer local na empresa.

A ex-funcionária aponta que o tempo de intervalo também era reduzido por conta de filas no relógio de ponto. Isso porque muitos colegas almoçavam no mesmo horário e, no momento de sair para a pausa, eram obrigados a aguardar em filas para se registrarem. Com isso, os que estavam no final da fila tinham intervalos reduzidos.