• TVT
  • RBA
  • Rádio CUT
MENU

Alexandre Frota é condenado por mentir sobre deputado federal Jean Wyllys

Deputado federal eleito deverá pagar multa, além de ser obrigado a picotar papéis por 5 horas diárias. Ele espalhou mentiras contra o parlamentar do Psol, atribuindo a ele uma frase falsa sobre pedofilia

Publicado: 18 Dezembro, 2018 - 18h17 | Última modificação: 18 Dezembro, 2018 - 18h46

Escrito por: Redação CUT

Reprodução
notice

O ex-ator pornô e deputado federal eleito Alexandre Frota (PSL-SP) foi condenado nesta segunda-feira (17) pela Justiça Federal de Osasco, na grande São Paulo, a dois anos e 26 dias de prisão em regime aberto por propagar mentiras, as chamada fake news, e praticar injúria e difamação contra o deputado federal reeleito Jean Wyllys (Psol-RJ).

Por ter atribuído publicamente uma fala falsa sobre pedofilia a Jean Wyllys, o político aliado do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), será obrigado a picotar e destruir papéis por cinco horas diárias no Fórum mais próximo de sua residência, em Cotia, na região metropolitana de São Paulo. Além disso, foi estipulada multa de aproximadamente R$ 300 mil. Como o julgamento ocorreu em primeira instância, a defesa de Frota diz que vai recorrer da decisão. 

O deputado vítima de difamação, Jean Wyllys, afirmou em sua conta no Facebook que, com a decisão da Justiça, “a partir de agora, a toda essa gente ruim, com ódio no coração, que gosta de divulgar mentiras, fake news e calúnias a meu respeito, eu digo: pensem duas vezes”.

No processo, a juíza Adriana Freisblen de Zanetti, da 2ª Vara Federal de Osasco (SP), deixou claro que Frota não negou em nenhum momento a autoria das mentiras, tentando apenas se justificar, acusando Jean de utilizar o processo como “palanque eleitoral”.

Segundo a juíza, que condenou o político do PSL, ficou provado no processo que o deputado do PSOL jamais declarou a frase acima. “A frase foi criada com a finalidade de difamar Jean Wyllys, causando na comunidade cibernética o sentimento de repúdio por empatia emocional com as vítimas de pedofilia”, escreveu a magistrada em sua sentença.

“Alexandre Frota Andrade, ao exercer o seu direito à livre manifestação do pensamento, claramente excedeu os limites constitucionais, porquanto atentou diretamente contra a honra e imagem do deputado federal”, concluiu a juíza.

A publicação falsa 

Em 2017, Alexandre Frota postou em sua página oficial na internet uma foto do deputado Jean Wyllys, atribuindo a ele falsamente a seguinte fala: “A pedofilia é uma prática normal em diversas espécies de animal (sic), anormal é o seu preconceito”. Mais de 10 mil pessoas compartilharam a mentira e mais de 2 mil comentaram.

*Com informações Rede Brasil Atual

carregando
carregando