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Acidente que matou 41 trabalhadores no interior de SP mostrou efeito da precarização

Entidade manifesta apoio a familiares, amigos e colegas das vítimas, funcionários de uma empresa têxtil

Publicado: 27 Novembro, 2020 - 09h07 | Última modificação: 27 Novembro, 2020 - 09h23

Escrito por: RBA

reprodução GloboNews
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O acidente rodoviário em Taguaí no interior de São Paulo que matou 41 funcionários de uma empresa têxtil, ontem (25), é um trágico exemplo de precariedade das condições de trabalho, que aumentou após a reforma de 2017, lamenta a recém-criada IndustriALL Brasil. Em nota, a entidade expressa solidariedade a familiares, amigos e colegas dos trabalhadores mortos.

O acidente aconteceu no km 172 da Rodovia Alfredo de Oliveira Carvalho, ontem pela manhã. Um choque entre um ônibus e um caminhão. O ônibus que transportava os empregados não tinha autorização da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). A documentação estava irregular. Além das 41 mortes, 10 pessoas ficaram feridas.

 

Poderia ser evitada

“Esta tragédia com certeza poderia ter sido evitada se a empresa Stattus Jeans proporcionasse aos trabalhadores condições dignas e seguras de transporte”, diz a IndustriALL Brasil. Mas essas condições, “que sempre careceram de intensa fiscalização”, ficaram mais precárias depois da reforma trabalhista de 2017, acrescenta. A entidade cita ainda a “flexibilização” das Normas Regulamentadoras e o fim do Ministério do Trabalho.

Assim, os sindicalistas repudiam o “desmonte”. E exigem “respeito, compromisso e mais saúde e segurança para a classe trabalhadora em todo o Brasil”. Também cobra explicações efetivas da empresa e das autoridades, além de apoio às famílias das vítimas do acidente de Taguaí.

“É revoltante constatar que a morte de 41 pessoas, 41 trabalhadores, é resultado, mais uma vez da negligência de empresas e do poder público”, afirma, também nota, a Força Sindical. Os trabalhadores da Stattus Jeans estão na base do Sindicato dos Têxteis de Fartura e Região, filiado à central.