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A MP 927 caduca domingo. Vitória da classe trabalhadora

A MP caduca domingo, para alívio da classe trabalhadora, que se livra de mais um dos inúmeros ataques de Guedes e Bolsonaro a seus direitos

Publicado: 16 Julho, 2020 - 18h00

Escrito por: Redação CUT

Edson Rimonatto/CUT
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A Medida Provisória (MP) nº 927 não resistiu ao conjunto de ações orientadas por uma estratégia correta e unificada da CUT, demais centrais sindicais e entidades da sociedade civil do mundo do direito, muitas das quais se organizam e atuam por meio do Fórum Interinstitucional de Defesa de Direitos Sociais (FIDS).

O intenso trabalho realizado por meio de reuniões nacionais online, envolvendo senadores e senadoras de diversos partidos, as pressões realizadas pelas entidades sindicais e do mundo do direito e as diversas lives com os senadores em cada Estado se constituíram em uma verdadeira disputa de posições que permitiu essa importante vitória da classe trabalhadora.

O líder do governo reconheceu que fez tudo o que podia, mas não conseguiu convencer ninguém.  A MP foi retirada de pauta e o presidente do Senado avisou que não a recolocaria mais em discussão. A MP caduca domingo, para alívio da classe trabalhadora, que se livra de mais um dos inúmeros ataques de Guedes e Bolsonaro a seus direitos.

Está é uma vitória que se explica pelo acúmulo de forças obtido com a intensa articulação parlamentar realizada a partir dos partidos de oposição, tendo como principais forças ativas a CUT, as demais centrais sindicais, as entidades da sociedade civil que atuam no mundo do direito, em especial o combativo FIDS.

Desde a batalha contra a MP 905, passando pelos avanços obtidos na MP 936, um trabalho unitário, inteligente e muito bem articulado desmontou um a um os argumentos governamentais. Os ataques de Guedes e Bolsonaro aos direitos dos trabalhadores ficaram evidentes e a base do governo, pressionada por todos os lados, perdeu força e a capacidade de defender as pretensões governamentais.

As duas lives nacionais lideradas pela CUT, demais centrais e lideranças das entidades da sociedade civil com forte atuação em defesa dos direitos dos trabalhadores conquistaram a adesão de senadores e senadoras, inclusive de partidos da base do governo, que foram essenciais para construir esta importante vitória.

As atividades de pressão organizadas em cada Estado pelas nossas entidades filiadas foram decisivas, e foram possíveis graças a ampla unidade construída entre as centrais sindicais e demais entidades que compõe o FIDS entre elas, O MPT, ANPT, CFOAB, ABRAT, Anamatra, Sinait, Dieese, dentre tantas outras, o que possibilitou a realização de lives com parlamentares em diversos estados. Sem ter o que argumentar e pressionados em suas bases eleitorais o trabalho de convencimento e de pressão do governo revelou-se inútil, como confessou o líder do governo.

Esta é mais uma importante vitória de um trabalho unitário, que articulou de forma inteligente ações no interior do Congresso Nacional e nas bases dos parlamentares em cada Estado, revelando que as ferramentas disponíveis possibilitam uma atuação forte e eficaz das centrais e das organizações da sociedade civil junto aos parlamentares de cada Estado.

Executiva Nacional da CUT