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94% das negociações de janeiro garantem ganho real acima da inflação

Boletim do DIEESE mostra que 94% dos 364 acordos e convenções analisados registraram reajustes acima do INPC, com ganho real médio de 2,12%; resultado é o melhor dos últimos 12 meses

Publicado: 23 Fevereiro, 2026 - 14h43

Escrito por: Redação CUT | texto: André Accarini

Marcelo Casall Jr/Agência Brasil
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Os reajustes salariais fechados em janeiro de 2026 confirmam um cenário positivo para a classe trabalhadora. Segundo o boletim “De Olho nas Negociações” nº 65, divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) em fevereiro de 2026, 94% dos 364 acordos e convenções coletivas analisados conquistaram ganhos acima da inflação, medida pelo INPC.

O resultado é o melhor dos últimos 12 meses e consolida uma tendência de recuperação nas negociações coletivas observada desde setembro de 2025. Além dos 94% com aumento real, 4,1% das negociações ficaram exatamente no INPC, enquanto apenas 1,9% registraram reajustes abaixo da inflação.

A variação real média em janeiro foi de 2,12% acima do INPC, mantendo a trajetória de crescimento dos ganhos reais.

Fatores que impulsionaram os resultados

O DIEESE aponta dois fatores centrais para o desempenho das negociações:

  1. A queda nas taxas de inflação registrada desde o último trimestre de 2025.
  2. A política de valorização do salário mínimo, que teve reajuste de 6,79% em janeiro, influenciando positivamente diversas mesas de negociação.

Com inflação mais controlada e recomposição do mínimo, as categorias conseguiram ampliar o poder de compra, refletindo o fortalecimento da negociação coletiva.

Resultados por setor

  • Todos os setores analisados apresentaram desempenho superior à média dos últimos 12 meses.
  • No setor de serviços, foi registrada a maior variação real média: 2,37% acima do INPC. Além disso, 96,2% dos reajustes ficaram acima da inflação.
  • Na indústria, a variação real média foi de 1,80%, com 91,4% das negociações garantindo aumento real.
  • No comércio, a variação real média foi de 1,75%. Um dado relevante é que não houve nenhum registro de reajuste abaixo da inflação nesse setor em janeiro.
  • No setor rural, não houve número suficiente de acordos com data-base em janeiro de 2026 para análise específica.

Desempenho regional

A análise por região mostra diferenças importantes no comportamento das negociações.

  • O Sudeste registrou a maior variação real média do país: 2,51% acima do INPC.
  • O Nordeste apresentou o maior percentual de ganhos reais: 98,2% dos acordos ficaram acima da inflação, sem nenhum registro de reajuste abaixo do índice.
  • O Centro-Oeste teve o menor percentual de ganhos reais (88,1%) e o maior índice de resultados abaixo da inflação (7,1%).
  • No Sul e no Norte, as variações reais médias foram de 1,64% e 1,46%, respectivamente.

Pisos salariais

Em janeiro de 2026, o valor médio dos pisos salariais negociados foi de R$ 1.843, enquanto o valor mediano ficou em R$ 1.716.

Por setor, os serviços registraram o maior piso médio, de R$ 1.887. Já a indústria apresentou o maior piso mediano, de R$ 1.783.

Na análise regional, o Sul teve os maiores valores de piso no mês, com média de R$ 1.920 e mediana de R$ 1.850.

Condições de pagamento

O boletim também mostra redução significativa no parcelamento dos reajustes. Apenas 0,5% dos acordos (dois casos) tiveram pagamento parcelado — o menor índice em 12 meses.

Já 15,9% dos reajustes foram pagos de forma escalonada, com percentuais diferenciados por faixa salarial ou porte da empresa.

Próximas negociações

Para as categorias com data-base em fevereiro de 2026, o cenário começa a mudar. A inflação acumulada — que corresponde ao índice necessário para recomposição — voltou a subir, passando de 3,90% em janeiro para 4,30%.

Veja a íntegra do estudo aqui.

 

Os reajustes salariais fechados em janeiro de 2026 confirmam um cenário positivo para a classe trabalhadora. Segundo o boletim “De Olho nas Negociações” nº 65, divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) em fevereiro de 2026, 94% dos 364 acordos e convenções coletivas analisados conquistaram ganhos acima da inflação, medida pelo INPC.

O resultado é o melhor dos últimos 12 meses e consolida uma tendência de recuperação nas negociações coletivas observada desde setembro de 2025. Além dos 94% com aumento real, 4,1% das negociações ficaram exatamente no INPC, enquanto apenas 1,9% registraram reajustes abaixo da inflação.

A variação real média em janeiro foi de 2,12% acima do INPC, mantendo a trajetória de crescimento dos ganhos reais.

Fatores que impulsionaram os resultados

O DIEESE aponta dois fatores centrais para o desempenho das negociações:

  1. A queda nas taxas de inflação registrada desde o último trimestre de 2025.
  2. A política de valorização do salário mínimo, que teve reajuste de 6,79% em janeiro, influenciando positivamente diversas mesas de negociação.

Com inflação mais controlada e recomposição do mínimo, as categorias conseguiram ampliar o poder de compra, refletindo o fortalecimento da negociação coletiva.

Resultados por setor

  • Todos os setores analisados apresentaram desempenho superior à média dos últimos 12 meses.
  • No setor de serviços, foi registrada a maior variação real média: 2,37% acima do INPC. Além disso, 96,2% dos reajustes ficaram acima da inflação.
  • Na indústria, a variação real média foi de 1,80%, com 91,4% das negociações garantindo aumento real.
  • No comércio, a variação real média foi de 1,75%. Um dado relevante é que não houve nenhum registro de reajuste abaixo da inflação nesse setor em janeiro.
  • No setor rural, não houve número suficiente de acordos com data-base em janeiro de 2026 para análise específica.

Desempenho regional

A análise por região mostra diferenças importantes no comportamento das negociações.

  • O Sudeste registrou a maior variação real média do país: 2,51% acima do INPC.
  • O Nordeste apresentou o maior percentual de ganhos reais: 98,2% dos acordos ficaram acima da inflação, sem nenhum registro de reajuste abaixo do índice.
  • O Centro-Oeste teve o menor percentual de ganhos reais (88,1%) e o maior índice de resultados abaixo da inflação (7,1%).
  • No Sul e no Norte, as variações reais médias foram de 1,64% e 1,46%, respectivamente.

Pisos salariais

Em janeiro de 2026, o valor médio dos pisos salariais negociados foi de R$ 1.843, enquanto o valor mediano ficou em R$ 1.716.

Por setor, os serviços registraram o maior piso médio, de R$ 1.887. Já a indústria apresentou o maior piso mediano, de R$ 1.783.

Na análise regional, o Sul teve os maiores valores de piso no mês, com média de R$ 1.920 e mediana de R$ 1.850.

Condições de pagamento

O boletim também mostra redução significativa no parcelamento dos reajustes. Apenas 0,5% dos acordos (dois casos) tiveram pagamento parcelado — o menor índice em 12 meses.

Já 15,9% dos reajustes foram pagos de forma escalonada, com percentuais diferenciados por faixa salarial ou porte da empresa.

Próximas negociações

Para as categorias com data-base em fevereiro de 2026, o cenário começa a mudar. A inflação acumulada — que corresponde ao índice necessário para recomposição — voltou a subir, passando de 3,90% em janeiro para 4,30%.

Veja a íntegra do estudo aqui.