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#8DeMarço: Mulheres da CUT vão participar de atos virtuais nacionais dias 7 e 9

Pela vacina para tod@s, auxílio emergencial e ‘Fora, Bolsonaro’, sindicalistas da Central em todo o país farão mobilizações virtuais e simbólicas em alusão ao Dia Internacional das Mulheres durante todo o mês

Publicado: 05 Março, 2021 - 08h30 | Última modificação: 05 Março, 2021 - 08h45

Escrito por: Érica Aragão

Arquivo: CUT AL
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Mulheres em Alagoas num protesto de 8 de março

Para celebrar o Dia Internacional das Mulheres com segurança, defender vidas e não deixar de dar o recado para a sociedade e para os governantes, as mulheres da CUT vão participar de dois atos virtuais nacionais nos próximos dias 7 e 9, domingo e terça-feira, respectivamente.

Para fortalecer a luta feminista e da mulher trabalhadora, as sindicalistas da CUT nos estados também estão se organizando para protestar durante todo o mês de março. No dia 8 também tem atos marcados em Brasília, Maranhão, Rio de Janeiro e Ceará.

Sobre o dia 7

No domingo, dia 7, as mulheres CUTistas estarão na abertura da Jornada Nacional Feminista construída pela Central e mais de 80 organizações sociais e feministas, em formato de ato político para exigir “fora, Bolsonaro!”, vacina para toda a população, auxílio emergencial já e pelo fim das violências contra as mulheres.

A jornada começa às 13h deste domingo e será transmitida nas redes sociais da CUT e de outras entidades que estão na construção da mobilização.

“Neste 8 de março, a principal luta é pela vida, não há luta mais importante do que a luta pela vida. E para lutar pela vida precisamos reivindicar vacina para todos e todas e o auxílio.  Só que não podemos mais conviver com um assassino. Sim, Bolsonaro é um assassino! Mais de 260 mil mortos e nenhuma atitude dele para defender vidas e muito menos por nossos direitos e por igualdade. Para nós, é ‘fora Bolsonaro já’, disse, em vídeo que será transmitido no ato do dia 7, a Secretária-Geral da CUT, Carmen Foro. 

Para a Secretária Nacional da Mulher Trabalhadora da CUT, Juneia Batista, as mulheres são as mais impactadas com o “desgoverno do genocida do Bolsonaro”, principalmente as negras, as que mais perderam o emprego.

“Precisamos dar um basta nesta situação. Não podemos permitir o que tem acontecido no país, com retirada de direitos, postos de trabalho e das nossas riquezas que ele quer vender a qualquer preço. Nós mulheres vamos ocupar as redes sociais e alguns locais com atos políticos e simbólicos, tudo com proteção. Neste ato, a luta é pela vida e as mulheres estão unidas para isso”, afirmou.

Bernadete Monteiro , da Coordenação Nacional da Marcha Mundial das Mulheres, disse que no dia 7 o ato virtual terá a presença das representações de mais de 80 entidades e que durará em torno de 5 horas.

“Além das intervenções culturais que vão acontecer durante o ato, terão intervenções das mulheres das organizações que ajudaram a construir o ato”, afirmou.

Todos poderão acompanhar a live, a partir das 13h, no Facebook da CUT.

Sobre o dia 9

DivulgaçãoDivulgação

Os motivos que levam a CUT a participar também do ato do dia 9 não são muito diferentes. Organizado pelo Fórum Nacional de Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais – CUT, CSB, CTB, Força Sindical, NCST e UGT -, o protesto virtual, que vai acontecer na terça-feira (9) é para reivindicar, além da defesa da vacina, do auxílio e do ’fora Bolsonaro’, a defesa do SUS e o fim da violência na vida e no trabalho.

“Em meio aos retrocessos sociais, econômicos, políticos e sanitários que assolam o país, as mulheres, em especial, as negras, são as mais atingidas. O desemprego causado pela pandemia trouxe marcas mais profundas para as mulheres e população negra e periférica, que historicamente sempre teve menos acesso aos postos de saúde, ao saneamento, às moradias dignas e às oportunidades de emprego. Com a chegada da Covid-19 essa desigualdade ficou mais acentuada”, diz trecho do Manifesto Em Defesa Da Vida, do Sus, do Auxilio Emergencial, Contra A Violência!! Vacina Para Todas E Todos, Já!!! Fora Bolsonaro!!, que será lido na live.

A mobilização das sindicalistas terá a participação de três especialistas e também vai ter interação com o público, com perguntas ou comentários.

A economista, doutora em desenvolvimento econômico, pesquisadora e assessora sindical na área de trabalho e gênero, Marilane Teixeira, explicou que sua participação no ato das mulheres trabalhadoras tem como objetivo tentar compreender a persistência das diferenças salariais, da segregação, do que é trabalho feminino ou não, as elevadas taxas de desemprego entre as mulheres pretas e pobres. E abordar também o tema da Informalidade e precariedade e sobre o grande número de mulheres fora do mercado de trabalho.

Para ela, é preciso discutir esses temas a partir de uma perspectiva de como se articula duas dimensões importantes do capitalismo, que são a produção econômica e a reprodução social. Segundo ela, a produção econômica é a que se opera no mercado, bens e serviços e remunera. E a reprodução social, que é o cuidado que é mais designado às mulheres e muito menos valorizado.

“Nesta interação que se articula é que estão as desigualdades, as relações de opressão e de violência contra as mulheres. A discussão em relação da reprodução social e cuidados têm grande relevância no contexto atual de aprofundamento do neoliberalismo, políticas de austeridades e de crise”, explicou Marilane.

O ato político das mulheres da CUT e das Centrais também poderá ser assistido, a partir das 16h, no Facebook da CUT.

Atos nos Estados

Os atos das mulheres da CUT nos estados acontecerão no dia 8 de março.

O mês feminista em Brasília começou ainda em fevereiro e vai acabar só no dia 30 de março. As sindicalistas da CUT no DF estão organizando para o dia 8 a live SINPRO DF “Roda de conversa sobre o assédio nas escolas” com educadoras e a artista de Casa de Concessa. A atividade será transmitida nas redes da CUT-DF e SINPRO, das 16h às 18h.  

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A atividade presencial que as mulheres na CUT DF, junto com outras diversas entidades feministas, de forma unificada, que estava organizando para o dia 8, teve que ser reconfigurada porque o DF entrou em lockdown para conter as altas taxas de transmissão do novo coronavírus na semana passada. Estão previstos faixaços pela cidade no amanhecer, uma intervenção urbana na frente ao Palácio do Buriti (governo local) e a tarde terão atividades virtuais de diversas entidades.

No Ceará, as sindicalistas vão fazer um ato simbólico no terminal Porangaba, em Fortaleza, a partir das 6:30 da manhã. Vai ter ação das mulheres também no Maracanaú e Região metropolitana. Vários municípios ainda estão se organizando.

Em Minas, vai ter uma live com uma promotora, uma delegada e uma juíza para falar sobre a violência contra mulher. Outras atividades estão sendo organizadas para o mês de março para contemplar todas as pautas da CUT.

Já no Rio de Janeiro, tem uma agenda de protestos marcados para o mês de março, que vai do dia 7, com carreata, lançamento do manifesto e participação na live nacional, até o dia 14, dia em que se lembra os 3 anos de morte de Marielle e terá protestos por justiça.

No Maranhão, também terá atividade no dia 8, mas a programação acontece desde o dia 3 e termina no dia 14, como a gente pode ver na programação abaixo.

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