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70% dos líderes do Congresso não vão trabalhar para vender Eletrobras neste ano

Eletrobras é uma das estatais que sempre aparece nas listas de empresas públicas à venda, divulgadas por Paulo Guedes. Venda da empresa é prejuízo para o Brasil e para os brasileiros

Publicado: 08 Julho, 2020 - 11h02

Escrito por: CUT Nacional

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Agência Brasil

A privatização da Eletrobras, uma obsessão do ministro da Economia, Paulo Guedes, não vai sair do papel, pelo menos este ano. De acordo com pesquisa do Barômetro Nector/Vector, divulgada pela colunista da Folha de São Paulo, Mônica Bergamo, 70% dos líderes e vice-líderes do Congresso Nacional disseram que não estão dispostos a trabalhar pela venda da empresa em 2020. 

Entre os parlamentares que integram a base do governo e os que se declaram independentes, 63% dizem que ela não ocorrerá neste ano. Já entre líderes de esquerda essa certeza chega a 90%.

É importante lembrar que a Eletrobras é por força de Lei do governo Lula, por ser o setor energético estratégico para qualquer país do mundo, uma das empresas que não pode ser privatizada sem autorização do Congresso Nacional. Por isso, é importante a sociedade brasileira se posicionar contra a privatização da estatal e continuar a pressionar o Congresso Nacional, apesar de a pesquisa mostrar que deputados e senadores não estão dispostos a aceitar a venda.

Por enquanto, a possibilidade da venda da estatal ser autorizada este ano é quase zero porque entre as atividades exercidas por um parlamentar que tem a função de líder é justamente nortear a discussão e a votação de propostas. Eles acumulam uma série de atribuições importantes, principalmente ligadas à articulação política e ao trabalho de unificação do discurso partidário.

Durante as votações é o líder que expressa a opinião do partido, bloco parlamentar, governo ou a oposição que representa. Ele também participa do colégio de líderes – órgão que, entre outras atribuições, define a pauta de votações do plenário. O colegiado é formado pelos líderes da Maioria, da Minoria, dos partidos, dos blocos e do governo.

A Eletrobras está sempre nas listas de estatais que o ministro da Economia, Paulo Guedes, anuncia que está à venda. Esta semana ele disse que pretende privatizar até o final do próximo ano 12 empresas, entre elas, os Correios, Serpro, a Dataprev e, claro, a Eletrobtras. A privatização dessas empresas é parte do cronograma de desestatização do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), sempre de olho nos interesses do empresariado, mas não do Brasil e dos brasileiros.

Vender estatais, em especial em tempos de crise, beneficia empresários e prejudica o povo

No ano passado, a Eletrobras entrou em outra lista de 17 empresas que o ministro queria vender rapidamente para fazer caixa, já que a economia estava paralisada e ele não sabia o que fazer para aquecê-la.

Todos os especialistas ouvidos pelo Portal CUT alertaram que, ao contrário do que o governo diz, a venda vai impactar na vida de todos os brasileiros, tanto os que podem ser demitidos das empresas que forem privatizadas, quanto das prestadoras de serviços, num processo em cadeia que pode destruir pequenos negócios que giram em torno da “empresa mãe” aumentando mais ainda o número de desempregados.

E quem ainda se pergunta “e eu com isso?, - já que não trabalha nem tem parentes empregados numa empresa pública – tem de saber que as privatizações vão impactar direitamente no bolso de milhões de brasileiros.

E eu com isso? Privatização da Eletrobras afeta seu bolso. Confira