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23% dos jovens no Brasil não trabalham nem estudam, mostra IPEA

Pesquisa do Ipea na América Latina revela que não se trata de acomodação dos jovens, mas sim falta de oportunidades. Estudo mostra também o avanço da informalidade sobre parcela empregada dos jovens

Publicado: 04 Dezembro, 2018 - 14h31 | Última modificação: 04 Dezembro, 2018 - 15h19

Escrito por: Redação RBA

ALEXANDRA MARTINS UNB AGÊNCIA/REPRODUÇÃO
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Os chamados "nem-nem", jovens que não estão trabalhando nem estudando, já somam, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), aproximadamente 20 milhões na América Latina e, no Brasil, 23%, a terceira taxa mais alta entre os nove países analisados no estudo. Divulgada nessa segunda-feira (3), a pesquisa revela que não se trata de acomodação, mas sim falta de oportunidades.

"Muda esse estereótipo que a sociedade acreditava que os jovens 'nem-nem' são aqueles ociosos, improdutivos. Na verdade, o que a pesquisa mostra é que eles estão nessa situação, que é momentânea, e há muita mudança dentro dela. Eles são jovens produtivos em busca de oportunidades", afirma a diretora de Estudos e Políticas Sociais do Ipea e uma das autoras da pesquisa, Enid Rocha, à repórter Ana Rosa Carrara, da Rádio Brasil Atual, defendendo a substituição do termo "nem-nem" por "sem-sem".

Intitulado "Millennials na América e no Caribe: trabalhar ou estudar?", o estudo procurou apresentar uma radiografia da juventude latina, levando em conta dados de mais de 15 mil jovens do Brasil, Chile, Colômbia, El Salvador, Haiti, México, Paraguai, Peru e Uruguai, e revelou ainda um avanço da informalidade sobre a parcela de jovens empregados, cerca de 70% no segmento.

A situação também é incômoda entre aqueles que atuam no mercado formal e precisam enfrentar a alta rotatividade. Para dar conta dessas questões, a diretora defende o investimento em políticas públicas de estímulo ao primeiro emprego e a capacitação dos jovens para aproveitar esse momento de bônus demográfico da população mais jovem.

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