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2ª Turma do STF julga nesta terça-feira (23) ação sobre a suspeição de Moro

Nunes Marques, que havia pedido vistas no dia 9 de março, devolveu o processo e Gilmar Mendes marcou imediatamente o julgamento

Publicado: 23 Março, 2021 - 11h00 | Última modificação: 23 Março, 2021 - 11h08

Escrito por: Redação CUT

Reprodução/Agência PT
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A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retoma, nesta terça-feira (23), o julgamento da suspeição do ex-juiz Sérgio Moro, que comandou a Operação Lava Jato como titular da 13º Vara da Justiça Federal de Curitiba, no Paraná. Os ministros vão decidir se Moro foi ou não parcial quando julgou e condenou o ex-presidente Lula no caso do tríplex do Guarujá. 

Em 9 de março, quando os ministros Gilmar Mendes, que preside a 2ª Turma, e Ricardo Lewandowski votaram a favor da suspelção e, portanto, contra Moro, o ministro Kassio Nunes Marques, indicado por Jair Bolsonaro (ex-PSL), pediu vistas do processo, interrompendo o julgamento. Nesta terça, assim que ele devolveu a ação para julgamento, Mendes colocou a análise da suspeição na pauta do dia.

O placar da votação está em 2 a 2. Os dois votos contra Moro, ou seja, a favor da suspeição, e a favor de Lula, foram dados por Mendes e Lewandowski no dia 9. O relator do processo, Edson Fachin e Cármen Lúcia haviam votado em 2018 a favor de Moro (contra a suspeição). Como os dois votos a favor de Moro foram dados antes da divulgação dos diálogos da Vaza Jato, que revelaram conversas entre Moro e membros da Lava Jato, é possível que Cármen Lùcia mude seu voto.

No dia 9 ela estava com o voto escrito, mas disse que preferia ler sua decisão após Nunes Marques votar. Já Marques justificou seu pedido de vista dizendo que, ao contrário dos colegas, não conhecia todo o conteúdo do processo e precisava de mais tempo para estudar o caso.

O processo estava parado desde 2018 depois de pedido de vistas de Gilmar Mendes e voltou a pauta da Segunda Turma depois que Fachin anulou todas as condenações do ex-presidente Lula e remeteu esses processos da Lava Jato à Justiça Federal do Distrito Federal.