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"Dança da Chuva" - protesto contra falta d'água em São Paulo

Publicado: 21 Outubro, 2014 | Última modificação: 22 Outubro, 2014


Guaranis Mbyá e movimentos sindical e social ocuparam a Praça da Sé nesta terça-feira (21) e transformaram o espaço público em Opy, casa de reza na língua indígena. Com bom humor, a ‘dança da chuva’ dos desinformados cumpriu o seu papel de rezar pelo estado de São Paulo e cobrar o governador Geraldo Alckmin (PSDB) pela crise do abastecimento de água que afeta 15,6 milhões de pessoas, de acordo com pesquisa do Instituto Ibope.



Representante da aldeia Tenondé Porã, Edvaldo Tupã Mirim, convidou as crianças e os jovens para se aproximar para participar ou ver a dança tradicional, feita no centro da praça, rodeada de gente. “Yy enreyre mandaja'iko'im”, disse, ao explicar que “sem água não há vida”. Como rezador que é, afirmou que os juruás (não indígenas) não cuidam o suficiente da terra e que o fim da água significa o fim da população.



No ato, Tupã Mirim lembrou também que o governo do PSDB de São Paulo não colabora com a regularização das terras tradicionais, pois cria parques onde poderia ser terra demarcada pelo governo federal. “A água é bem sagrado na terra. E, enquanto a gente existir na terra, a luta não vai acabar”, garante.



Segundo o Ibope, 38% dos eleitores do estado dizem sofrer com o corte de água em suas casas. Nos municípios da Grande São Paulo, este índice equivale a 55%. Mas a Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp), que opera o Sistema Cantareira, nega.

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