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Artigo

Vitória na campanha salarial dos bancários: Uma luta de todxs

Publicado: 03 Setembro, 2020 - 00h00 | Última modificação: 07 Setembro, 2020 - 13h42

Mais de 450 mil bancários e bancárias de todo o país fecharam um acordo salarial este mês, após negociações com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Foi um acordo positivo, diante da situação que os trabalhadores vivem com o atual governo de extrema direita, agrava com a pandemia e suas consequências.

Com o acordo, os salários da categoria serão reajustados em 1,5% e mais um abono de R$ 2 mil. Para 2021, o reajuste será pela inflação, mais 0,5% de aumento real. PLR, vales refeição e alimentação e outros benefícios serão reajustados pela inflação este ano. O acordo vai injetar na economia mais de R$ 8 bilhões. Dinheiro no bolso do trabalhador faz bem para a economia, movimenta os negócios, os pequenos e os grandes. Todos ganham com isso.

Outro ponto importante foi a manutenção dos direitos da Convenção Coletiva e dos acordos específicos dos bancos públicos. Na conjuntura em que a campanha foi feita, de pandemia, de crise econômica, desemprego, de um governo de extrema direita e que ataca direitos, o resultado é muito bom. A base para esse resultado foi nossa organização nacional. A negociação com a Fenaban foi feita pelo Comando Nacional dos Bancários, integrado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), junto com outras entidades e correntes sindicais.

Essa unidade garantiu a força para negociarmos com os bancos, que inicialmente pretendiam dar reajuste zero para a categoria e impor retrocessos com a retirada de direitos. O setor financeiro tem plena consciência do momento, das dificuldades que as organizações sindicais têm, diante do isolamento provocado pela pandemia.

O próprio governo planeja destruir de vez os serviços públicos e seguir em frente com sua política de privatização e vender o patrimônio da população, como a Caixa Econômica, o Banco do Brasil, além de empresas fundamentais para nossa economia como a Petrobras e os Correios.

A combinação da crise econômica com a pandemia mostra a importância de se preservar os serviços e as empresas públicas. Mesmo o auxílio emergencial de R$ 600 foi fundamental para que milhões de famílias não passassem fome. Agora, o governo quer reduzir esse auxílio para R$ 300. Temos de lutar contra isso, assim como nos posicionarmos contra o reajuste limitado anunciado para o salário mínimo, menor do que o governo tinham anunciado antes.

Cada campanha salarial daqui para a frente é fundamental para barrarmos novos ataques contra os trabalhadores. Temos de lutar contra o corte no auxílio emergencial e lutar por um salário mínimo decente. A todo momento, temos que dizer que essa política do governo de atacar os direitos e aumentar a miséria da população é flertar com a catástrofe social.