Vito Gianotti vive e pulsa em nossa militância cotidiana
Publicado: 25 Novembro, 2015 - 00h00 | Última modificação: 25 Novembro, 2015 - 14h04
Foi o que demonstrou o 21º Curso de Comunicação Anual do Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC), no do 21º que aconteceu entre os dias 18 a 22 de novembro, na Caixa Cultural no Rio de Janeiro, em que acabamos finalizar nossa participação, Com uma expressiva bancada de representantes de sindicatos e federações da Central Única dos Trabalhadores do Paraná, em especial os dos bancários, com uma delegação de 10 pessoas, sendo dois dirigentes, uma jornalista e um funcionário.
Esse ano em especial o curso teve uma carga psicológica e emocional muito forte, pelo fato de ser o primeiro curso sem a presença do Jornalista Vito Gianotti, que virou estrela e nos ilumina lá de cima, na incansável luta pela democratização dos meios de comunicação. Entusiasta da comunicação sindical e popular: O Italiano da Oposição Sindical dos Metalúrgicos, Vito Gianotti, que era, é, e continuara sendo a alma do Núcleo Piratininga. Sua ausência estava muito presente, nas falas, nas homenagens, nas lições de aprendizado que todos os que passaram por pelo Curso nesses 21 anos.
O NPC e Vito Gianotti construiram um séquito de jornalistas e comunicadores populares e progressistas que gravitam em torno do núcleo, muito coeso e muito forte. E que se destaque também muita qualidade, como vimos mais uma vez na 21ª edição do curso. Com uma vasta programação, faz o curso ser uma experiência de 42 horas aulas de imersão nas pautas da comunicação popular e de seus assuntos correlatos nos movimentos de esquerda. Em todas as falas a presente ausência desse pensador da comunicação popular era evidenciada, destacada por todos, demonstrando claramente que a trajetória de lutas vividas por esse jornalista Italiano radicado no Brasil e que transformou sua hercúlea luta em prol da comunicação de massa no Brasil num grande legado deixado para as esquerdas brasileira e para os jornalistas que nesses 21 anos tiveram contato com o Núcleo.
Tendo como tema desse ano: A Mídia de Esquerda Contra o Conservadorismo no Brasil, trafegamos por diversos temas fundamentais para os sindicatos, para o movimento social e para os partidos de esquerda, desde a conjuntura política, o papel da tevê, passando pela analise do discurso das culturas de massa e das populações da periferia, até o importante e atual tema da regulação da midia e da democratização dos meios de comunicação, passamos incansavelmente por mais de 12 mesas de debate político, com abordagens locais, regionais, nacionais e internacionais de combate a esse conservadorismo exposto no título tema do curso de ano de 2015. Entre o assuntos do primeiro dia a primeira mesa foi a: 50 anos depois: Ecos da Ditadura nas ruas, nas escolas, no país. Com Milton Pinheiro (Uneb), Cecília Coimbra (Tortura Nunca Mais) e Sebastião Neto (IIEP). A segunda mesa do primeiro dia contou foi uma rodada de conjuntura política e econômica com os professores Ricardo Antunes (Unicamp), Luis Pinhel li Rosa (COPE/UFRJ), Eloá dos Santos Advogado (Rj). Um bom panorama nada animador a cerca das terceirizacões, segundo Ricardo Antunes pode ser estender para o setor público. Análise completada por uma análise de conjuntura Internacional.
No segundo dia do Curso a mesa: JE SUIS...Coxinha! A mídia e fortalecimento do conservadorismo. Foi composta por Francisco. Fonseca (EAESP/FGV) José Argel ( PUC/SP) e Maria Tibério (Mackenzie). Um debate interessantíssimo sobre a disputa de hegemonia na comunicação e como abordar os temas do dia a dia com uma juventude e uma sociedade extremamente alienada sob as vontades da mídia tradicional. A segunda mesa foi com tema: YOGA SOY...Peronismo! A mídia alternativa na luta dos trabalhadores. Com Belo Almeida (Telusur) Cláudia Costa (Conlutas) Bruno Alemanha (Opera Mundi). Fazendo a discussão das mídias alternativas na perspectiva dos trabalhadores e dos movimentos sociais, o que também trouxe um debates rico em possiblidades da organização da comunicação popular. Já nas mesas da tarde do segundo dia:
No terceiro dia a primeira mesa contou com o tema:, A Televisão no Brasil hoje. Composta por André Gravazza (RJ) Na tá na Guimaraes (RJ), Paulo Victor Melo (Sintese), Laurindo Lalo Leal (TV Brasil). E na parte da tarde tivemos a mesa com Renata Miele ( Barão do Itarare, Rodrigo Murtinho (Fiocruz), Gustavo Gindre (Intervozes). Debatendo o importante cenário da luta pela democratização da comunicação, da crise da mídia nacional e a entrada de grupos internacionais o que tem que levado a uma concentração maior ainda durante tudo que se vê, se lê e se escreve.
Primeira mesa do 4° dia do Curso de Comunicação com o tema A mídia, a gentrificacão e os trabalhadores, com Sabrina Duran (repórter Brasil), Guilherme Boulos (MTST), Marcelo Freixo iria fazer parte da mesa não compareceu. Importante mesa que discutiu o espaço urbano e a organização dos trabalhadores e dos movimentos sociais. Segunda mesa do 4° dia do Curso Anual do Núcleo Piratininga, com o tema: Jornalista de esquerda como intelectual orgânico dos trabalhadores. Nesta mesa, Rita Casará( Senge), Ednubia Ghisi (Cefúria/Pr), Rogério Almeida (NAEA/UFPA), Cristian Gostaria (SE). E na parte da tarde rolaram as oficinas, onde a parte prática aflorou e partimos para a apreender a utilizar as formas e instrumentos de comunicação que são utilizados pela comunicação popular e pela juventude, oficina de linguagem para falar com os trabalhadores, abordagens, construção de instrumentos de comunicação nas redes, entre outras importantes oficinas
E no quinto e último dia tivemos um interessante debate com uma mesa composta dos participantes e estudiosos do acontecimentos de junho de 2013, que tinha essa temática como titulo: Última mesa do 21° curso Anual do Núcleo Piratininga. Sob o tema : O que aconteceu em julho de 2013 no Brasil. Com Flávio Braga Vieira (UFRRJ), Bruno Bringel (IESP), Josué Medeiros (NPC/IESP)
O Curso se consolidou, entrou na sua maioridade legal, se propagou e se ramificou para várias esferas da comunicação popular. Mas tendo ainda o foco na comunicação sindical, na formação de jornalistas progressistas, que encontram no curso uma extensão da graduação, comercial, que somente prepara o jornalista para o mercado, diferente do Núcleo Piratininga que prepara as jornalistas e jornalistas para uma atuação cidadã, de preocupação com um a comunicação responsável, com um viés e um olhar mais humano para os principais temas da sociedade.
Além do lado teórico, rico em todos os debates que o curso proporcionou também tivemos um dos dias dedicados a oficinas, Saindo da discussão teórica e partindo para a prática do curso, onde adquirimos noções de comunicação virtual de massas, redes sociais, transmissão dos nossos eventos, a forma de transpor o discurso para nossos materiais.