• Kwai
MENU

Artigo

Uma Lição de Maturidade

Publicado: 28 Maio, 2007 - 00h00

Como há muito tempo não se via no Rio, as ruas foram ocupadas. Bandeiras vermelhas da CUT e do MST, o lilás da Marcha Mundial das Mulheres, faixas e estandartes de inúmeros outros movimentos e entidades, como a Conlutas e a Intersindical, e o saldo positivo da construção de um amplo leque de alianças entre movimentos que possuem pautas diferentes, visões distintas da conjuntura e do papel do Governo Lula, mas que concordam em um ponto fundamental: a não aceitação de qualquer medida, seja ela do governo, do congresso, do agronegócio ou do patronato, que retire direitos da classe trabalhadora.

O resultado deste processo foi visto no dia 23 de maio: 7 mil pessoas, expressando esta pluralidade de opiniões, mas unidas em um mesmo ato para garantir o veto do Presidente Lula à emenda 3, pressionar por maiores avanços na Reforma Agrária, exigir a retirada do PLP 01, impedir uma nova reforma fiscalista da previdência e lutar por mudanças na política econômica, garantindo o desenvolvimento com distribuição de renda e criando mais e melhores empregos. E a grande lição recebida é que, mais uma vez, a unidade da classe trabalhadora se faz urgente, envolvendo o conjunto da CMS e os demais movimentos e entidades que a nós se somaram no ato passado, e que nossas divergências não podem tirar o nosso foco do que é central: construir uma agenda de mobilizações nacionais que acumule forças para defender nossos direitos e garantir as mudanças necessárias.

Que este ato seja o primeiro de muitos, e que a lição de maturidade que demos seja um exemplo para o planejamento do nosso futuro. Queremos continuar ocupando as ruas e praças, locais legítimos da política, reforçando a identidade que construímos ao longo da nossa história: a de uma central sindical independente e classista. Como cantou o "maldito" compositor capixaba Sergio Sampaio, "eu quero é botar meu bloco na rua"; e que se cuide a direita, adversária das mudanças. Nós só estamos começando.