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Artigo

Para o Brasil Ser Feliz de Novo, as mulheres da CUT dizem SIM para Haddad 13 e Manuela

Publicado: 03 Outubro, 2018 - 00h00 | Última modificação: 03 Outubro, 2018 - 16h26

Em dias de grandes retrocessos em nosso país, teremos a oportunidade no próximo domingo, 7 de outubro de 2018, de colocar o Brasil de novo no rumo do crescimento com igualdade de oportunidades e com distribuição de renda e consequente diminuição da pobreza.

As desigualdades sociais, econômicas e políticas que formaram o Brasil, também se conformam numa sociedade construída com a visão da “casa grande”, dos coronéis, donos de cafezais e dos engenhos -, é a manutenção da cultura escravocrata que permanece mais viva do que antes e que se potencializa em momentos de disputas de projetos para a sociedade.

No centro desta disputa estão mulheres, negros, idosas/os, índios/as e crianças. Muitas delas vitimizadas pela violência que se alastra por todas as dimensões e espaços-, tornamo-nos objetos de todas as políticas de retrocessos instaladas no país. Estes retrocessos, não nos poupam em uma única área da vida e seu intento é nos desconstruir na nossa condição humana.  

Grande parte das candidaturas vê nas populações pobres da cidade e do campo, em especial, as mulheres, somente mais um voto a ser disputado no período eleitoral. Somos invisíveis como cidadãs e cidadãos de direitos. Muitas vezes somos vistas apenas como objeto de desejo do outro, o que se revela na violência cotidiana – assédio moral e sexual, estupros, violência física e psicológica de todas as ordens, inclusive de meninas.

Somos a maioria da população e respondemos pelo sustento de 40% dos lares. Também somos a maioria entre as pessoas pobres, pois ganhamos menos, mesmo exercendo a mesma função e com longas jornadas de trabalho. Muitas vezes não temos com quem deixar nossos filhos, pois o direito a creche ainda está distante das periferias das grandes cidades e inexiste para as crianças do campo e da floresta.

É para romper com esta realidade que nos opomos a candidatos que potencializam a violência contra as mulheres e a população pobre e preta que sobrevive nas periferias deste país. Somo contrárias ao discurso e a prática do ódio e da intolerância usada e potencializada contra os diferentes, pelos que só aprenderam a odiar. Nós mulheres somos as precursoras da luta por liberdades e democracia. Somos as defensoras da vida humana, pois somos o símbolo da própria vida. A vida que se revela na Resistência.

A maioria dos eleitores brasileiros é formada por mulheres – 53%, ou seja, podemos definir por meio do voto, que país queremos para o futuro de nossas filha e filhos, netas e netos, se, livros ou armas.

Contra o fascismo que neste momento permeia a sociedade e ameaça a maioria dos lares e famílias, especialmente as famílias pobres, é urgente a nossa mobilização em defesa dos direitos garantidos com luta na Constituição Federal - democracia, liberdades, respeito às diferenças, aos direitos trabalhistas, sociais e humanos. Por mais educação, mais empregos e menos armas.

É para garantir que o passado de ditadura que torturou e matou centenas de homens e mulheres não volte a assombrar nossos lares, que convocamos todas as mulheres e homens que lutam por um país justo, com igualdade e justiça, em que todos sejam tratados com respeito e dignidade, a DIZER SIM a Paz, a Democracia, a Tolerância, ao resgate dos Direitos para uma vida digna de mulheres e homens que vivem do seu trabalho.

É em nome do futuro das próximas gerações, que precisamos confirmar nas urnas o nosso NÃO ao Fascismo, a Xenofobia, ao Racismo, a Homofobia e ao Machismo. Este é o momento de dizer NÃO aqueles e aquelas que querem acabar com os direitos de homens e mulheres trabalhadoras a uma aposentadoria digna, a salários justos, direito a saúde, educação e moradia.

 É hora de dizer SIM as candidaturas quem têm projeto de desenvolvimento para o país com inclusão social, geração de trabalho, emprego e renda e políticas de combate à pobreza e a miséria e a violência. É hora de dizer SIM a candidatos/as que acreditam na força de mulheres e homens que produzem o nosso alimento, no campo e na cidade.

Para que não piore a vida daquelas e daqueles que vivem do seu trabalho; Para que o Brasil volte a Ser Feliz de Novo, reafirmamos nosso voto neste dia 07 de outubro, em Haddad – Presidente – 13 e Manuela – Vice

Coletivo Nacional de Mulheres da CUT