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Artigo

Mulher trabalhadora: uma história de luta pela igualdade!

Publicado: 03 Março, 2008 - 00h00

 

 

O ano de 2008 é muito especial para as mulheres trabalhadoras e, principalmente, para as Cutistas. Em agosto, comemoramos os 25 anos da Central Única dos Trabalhadores, e, ao longo desse período, a organização das mulheres na sociedade, intensificou-se e fez a diferença para a visibilidade da política de gênero na pauta sindical e para a promoção da igualdade de oportunidade nas relações de trabalho.  

 

A criação da Secretaria Estadual sobre a Mulher Trabalhadora da CUT/SP, em junho de 2006, marcou mais uma grande conquista e um claro exemplo da nossa luta e contribuição no movimento e do nosso crescente poder de mobilização.

 

Porém, nada nos foi dado e não podemos esquecer disso. Todas as vitórias são resultado de nossa luta e da crescente participação nos espaços de decisão e poder. Ainda temos muito a avançar, especialmente em relação a nossa inclusão nas esferas de poder.

 

Em ano de eleições municipais, devemos lembrar que, segundo dados do TSE, de um total de 28.690.214 eleitores no Estado, 13.723.549 são do sexo masculino (47.83%) e 14.897.562 (51.93%) são do sexo feminino, ou seja, as mulheres continuam sendo maioria do eleitorado. Porém, em 2004 foram eleitas somente 404 prefeitas (7,32% do total) no Brasil. Na cidade de São Paulo, o número de prefeitas eleitas representa 4,74% do total.

 

Em relação aos vereadores que participaram do último pleito, em 2004, somente 12% dos eleitos no Brasil eram do sexo feminino. Novamente, se fizermos um recorte sobre a capital paulista verificaremos que apenas 6 mulheres, entre 55 vagas disponíveis, conseguiram ingressar na Câmara Municipal. Portanto, 10,91% do total (IBGE - 2004)

 

Por outro lado, com nossa organização e mobilizações conseguimos grandes conquistas, como a implementação de cotas  Lei Maria da Penha (Lei 11.340/06) um importante instrumento para combater a violência contra a mulher, que é uma luta antiga da CUT: “Violência contra a mulher – Tolerância Nenhuma!”

 

A cada ano, mulheres do mundo todo saem às ruas em uma clara demonstração de coragem e de luta pelos seus direitos e, de forma alguma, desanimam assim como nós, em São Paulo! No dia 8 de Março de 2007, a tradicional passeata na Avenida Paulista terminou com uma violenta ação policial que feriu muitas mulheres e deixou clara a política de enfrentamento do governo paulista de José Serra às manifestações democráticas dos movimentos sociais.

 

As bombas lançadas pela polícia machucaram o nosso corpo, mas não o nosso espírito de luta por um mundo justo, igual e sem discriminação de gênero, raça e orientação sexual.

 

Portanto, neste 8 de março de 2008, Dia Internacional da Mulher, vamos lembrar das nossas companheiras que construíram a Central como a saudosa Maria Ednalva Bezerra de Lima, que por tantos anos defendeu as trabalhadoras urbanas e rurais.

 

Nesta data ocuparemos novamente as ruas para dizer que nos manteremos firmes na defesa da igualdade salarial, na valorização do trabalho das domésticas, pela visibilidade das rurais, pela redução da jornada de trabalho sem redução de salário, pela legalização do aborto e pela implementação de políticas públicas que resultem na melhoria da qualidade de vida e inclusão social.

 

Diante disso, cabe a nós, mulheres, promover a conscientização sobre o respeito à diferença, sem que isso resulte em desigualdade.