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Artigo

Publicado: 28 Junho, 2007 - 00h00

O ramo metalúrgico -- que inclui os setores automotivos, eletro-eletrônico, bens de capital, siderúrgico, alumínio, naval e aeroespacial -- exerce um papel importante na vida econômica e social do país. Representamos 1 milhão de trabalhadores em todo o Brasil, deste universo, 250 mil estão só no Estado de São Paulo. Para ter uma idéia a cada um (1) posto de trabalho criado, por exemplo, na indústria de veículos são gerados mais 21 empregos no conjunto da economia. Nos últimos quatro anos, conquistamos graças à muita luta e pressão dos nossos sindicatos filiados aumentos reais nos salários entre 1% e 2,5% -- que investidos na economia rendem uma receita média de R$ 3 bilhões. O cenário de inflação controlada e os investimentos por parte do governo federal nos setores produtivos, sociais e na geração de novos empregos foram, sem dúvida, foram fundamentais para o fechamento dos bons acordos coletivos.

Tudo indica que novamente as perspectivas econômicas para 2007 também serão promissoras. As projeções de crescimento de 4,3% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro -- soma de todas as riquezas produzidas no país -- e da produção industrial (4,2%) somada com o aumento da oferta de crédito no mercado – que atingiu até agora a cifra de R$ 757 bilhões -- reforçam esta tendência. Tais indicadores demonstram a possibilidade de mais crescimento econômico com geração de novos postos de trabalho e distribuição de renda para a população.

É neste clima que iniciamos as negociações com os principais grupos patronais da nossa Campanha Salarial que vão até novembro. Chegou o momento de reivindicarmos o que é justo para toda a categoria: a continuidade nos aumentos reais e a garantia da renovação e ampliação de direitos sociais e trabalhistas. Uma das nossas principais reivindicações é a unificação das datas-base de todos os setores para setembro. Atualmente, as nossas datas-base dividem-se em agosto (grupo 9 – máquinas e eletrônicos); setembro (montadoras, auto-peças e fundição) e novembro (lâmpadas, estamparias, entre outros – grupo 10). O setor aeroespacial, localizado em São José dos Campos (Embraer), será pela primeira vez representado por nós na mesa de negociação. Também exigiremos a aplicação para todos os grupos da Convenção de Prevenção de Acidentes em Prensas, firmado em 2005 entre a Federação, os sindicatos filiados, os empresários e o governo, que definiu que as empresas devem assegurar melhores condições de segurança e saúde no trabalho. Hoje, a Convenção só atende os setores de máquinas injetoras e similares.

A inclusão de cláusulas que garantam o direito à creche para os pais; a garantia de emprego e salário para os portadores do vírus HIV; o respeito e cumprimento às cotas para os portadores de deficiência física; o aumento do adicional noturno; a legalização dos trabalhadores terceirizados e o combate à discriminação racial são outras prioridades.

Ao longo da sua trajetória, em especial o ramo metalúrgico cutista, sempre se destacou pela ousadia, capacidade de organização e de enfrentamento nas principais lutas e manifestações em defesa dos interesses e direitos da classe trabalhadora. É com esta mesma deteminação e garra é que vamos ampliar as conquistas nas campanhas salariais para toda a categoria metalúrgica.