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Artigo

Publicado: 17 Julho, 2008 - 00h00

 

A melhora da classificação de risco do Brasil pelas agências Standard & Poor´s e Fitch é um grande sinalizador de que o Brasil está no caminho do desenvolvimento e crescimento econômico. Esta notícia mostra que, além de trazer novos investimentos externos, o país está com uma economia sólida e continuará beneficiando a classe trabalhadora com a geração de mais empregos e com a melhoria do poder de compra das famílias. A indústria de transformação, em especial no nosso ramo, já tem se beneficiado dos bons fundamentos da economia. A cada mês, novos recordes são quebrados, tanto em produção quanto em venda de veículos. Hoje no Brasil, um carro novo é produzido a cada 12 segundos e vende-se um modelo zero quilômetro a cada 10 segundos, índices surpreendentes para uma indústria que já esteve às voltas com a ociosidade em suas fábricas.

 

Com os novos investimentos, a produção nacional de veículos deve aumentar em 1 milhão de unidades por ano e estão previstos US$ 5 bilhões para expandir a produção no país (previsão do Sinfavea) – considerado o maior investimento da história do setor.  Além  das  montadoras, os setores de autopeças,  máquinas e eletro-eletrônicos também vêm crescendo positivamente e programam investimentos até o final do ano. Tais indicadores reforçam que não há crise no setor da indústria metalúrgica.

 

É neste clima que iniciamos a nossa Campanha Salarial e os nossos desafios e responsabilidades são grandes. A nossa Federação tem 13 sindicatos filiados que representam 280 mil metalúrgicos em todo o Estado, que têm datas-base de agosto a novembro. Iniciamos as negociações com a entrega das pautas de reivindicações para os grupos patronais, nos dias 30 de junho e 10 de julho.

 

Neste ano, com exceção das bancadas do G10 (lâmpadas, aparelhos elétricos de iluminação e material bélico, entre outros) e do setor Aeroespacial - nas quais serão renovadas toda a Convenção Coletiva de Trabalho - nos demais setores serão negociadas apenas as cláusulas econômicas, porque as sociais têm vigência até 2009 – conforme Convenção Coletiva de Trabalho firmada em 2007.

 

Agora é hora de organizar, lutar e ampliar as conquistas para a categoria metalúrgica. Junto com a Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM-CUT) reivindicaremos das bancadas patronais o reajuste salarial pelo índice total da inflação; o aumento real nos salários; a valorização nos pisos salariais e a criação de um piso nacional; a jornada de 40 horas semanais, sem redução nos salários e a limitação de horas extras e a unificação das datas-base da categoria para setembro. Outras prioridades são o combate à precarização nos locais de trabalho (informalidade e terceirização) e a implementação de melhorias nas políticas de saúde, segurança e previdência. Proporemos aos grupos patronais a renovação nas Convenções Coletivas de Trabalho pelo período de dois anos (2008/2009) nas cláusulas econômicas e a criação de um fundo de qualificação profissional, que invista na formação e qualificação dos trabalhadores.

 

Estamos otimistas com as perspectivas, mas estaremos mobilizados e organizados para fazer valer estas reivindicações que são importantes para a categoria metalúrgica. Afinal, os bons indicadores da nossa economia, que têm refletido no aumento da produção e faturamento da indústria, sinalizam que está na hora das empresas repartirem a fatia deste bolo com a classe trabalhadora.