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Artigo

Governo indutor de crises, da destruição da vida e do ambiente em favor de interesses privatistas

Publicado: 04 Junho, 2021 - 00h00

A proclamada incompetência do Governo Bolsonaro em gerir a crise sanitária da COVID-19 encoberta, na verdade, uma competência tremenda em aprofundar sua política de destruição e exclusão.

O que eram promessas aterradoras, absurdas e boçais de sua campanha se converteram em políticas de Estado, provocando uma sequência de crises intencionalmente provocadas e tratadas como oportunidades, tanto pelo lado neoliberal quanto pelo negacionista desse desgoverno.

Há em marcha uma gestão proposital para o desmonte do aparelho público em benefício de setores econômicos. E os discursos abobados e hostis se convertem na mais rápida destruição de um ambiente político da recente história brasileira. A intencional destruição ambiental sem precedentes é a mais clara expressão dessa necropolítica. São duas pandemias que avançam em paralelo e que são tratadas como oportunidade de seguir “passando a boiada”

Na área socioambiental é possível elencar uma série de temas que seguem esta lógica e se interrelacionam com setores estratégicos da economia, que impactam o dia-dia da classe trabalhadora. Uma avalanche de retrocessos que já destrói o presente e ameaça de forma inexorável o nosso futuro.

Considerando o marco legal do meio ambiente como base para as políticas socioambientais, o seu desmonte progressivo tem se traduzido no aumento das queimadas e desmatamento, colocando em risco os territórios, seus povos e a biodiversidade, mas também outros que deles dependem. O Grupo Carta de Belém tem alertado como paralelamente ao desmonte da legislação que favorece o quadro mencionado, o governo terceiriza suas responsabilidades e privatiza áreas de proteção para grupos privados com a justificativa de falta de recursos para garantir a proteção ambiental.

Com a iminente crise hídrica e energética que começamos a enfrentar, consequência do desgoverno na gestão e preservação de nossas águas, mananciais e biomas, o plano parece ser o mesmo: “quanto pior, melhor”.

Aproveitar mais essa crise e o sofrimento do povo brasileiro para intensificar os processos de privatização nos setores elétrico, de saneamento, a entrega de nossas riquezas para o setor privado e a perda de soberania do Estado brasileiro. Com o não combate à destruição de biomas chaves para garantir a segurança hídrica de várias regiões do Brasil, o governo induz o uso de políticas emergenciais de energia que são mais caras, sem planejamento e que não dialogam com padrões de sustentabilidade, como o uso de termoelétricas.

Quando o assunto é a nossa saúde e o sistema alimentar vemos mais uma vez uma estratégia do governo que só favorece o setor privado, mais especificamente o agronegócio e a indústria de alimentos. O Brasil voltou para o Mapa da Fome, como resultado da crise econômica, mas também como resultado da falta de políticas que garantam uma alimentação saudável para a população. Mais da metade da sociedade sofre de alguma ameaça ao direito à alimentação e 19 milhões de pessoas estão em situação grave de acesso a alimentos. A inflação do preço dos alimentos e a priorização da pauta exportadora de commodities têm tirado da mesa do povo alimentos sadios, e de preços justos, e imposto cada vez mais uma dieta insalubre, recheada de ultra processados e infestada de venenos.

É mais urgente do que nunca lutarmos pelo fim do desgoverno Bolsonaro e de suas políticas genocidas.

No Dia Mundial do Meio Ambiente lutamos contra as políticas neoliberais e genocidas do governo e o interesse das corporações internacionais, que atuam contra a vida e o meio ambiente.

Intensificaremos as lutas por soberania alimentar, hídrica, energética e digital, para que nosso povo possa voltar a sorrir e sonhar, com saúde, vacina e alimentos de qualidade.

 

#EnDefensaDelPlaneta

#PovoVivoFlorestaEmPé

 

Fora Salles! Fora Bolsonaro