Convenção dos Municipais de São Paulo
Publicado: 24 Janeiro, 2008 - 00h00
Convenção dos Municipais de São Paulo
O movimento sindical coloca no dia a dia dos trabalhadores e dirigentes sindicais, várias frentes de lutas e batalhas, seja face aos patrões, seja face aos próprios trabalhadores ou forças polÃÂticas que compõe o próprio movimento.
Não são poucos os desafios no movimento sindical, por isso, é necessário que nós, representantes da classe trabalhadora, cultivemos a objetividade, clareza, princÃÂpios e a mais ampla democracia e compromisso sindical perante nossas entidades e trabalhadores de nossa base. A luta é árdua, mas necessária.
Respeitar todas as correntes polÃÂticas, espaços de discussões e opiniões no seio do movimento sindical é uma das premissas de um sindicalismo combativo, democrático e construÃÂdo a partir da base. PolÃÂticas segregacionistas, excludentes e alheias ao movimento, não podem fazer parte de nossas práticas cotidianas a frente da direção de nossos sindicatos. A unidade de ação e a garantia de plena participação em todos os fóruns de deliberação sindical é um princÃÂpio cutista que devemos respeitar.
Nesse sentido, a Convenção Cutista realizada pelo Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo, no dia 14 de janeiro de 2008, que contou com a participação efetiva e coordenação direta da Executiva da CUT/SP, foi um exemplo de democracia e participação coletiva das forças polÃÂticas vivas de nossa Central. O Estatuto da CUT e do Sindicato foi respeitado e a vontade da maioria dos dirigentes sindicais e trabalhadores da base prevaleceram numa verdadeira festa democrática. Foi garantida a participação de todas as forças cutistas nessa Convenção.
Na luta contra as polÃÂticas de desmonte do serviço público, promovidas pelo prefeito de SP, Gilberto Kassab(DEM) e contra o governador José Serra (PSDB), é preciso muita unidade, seriedade e bom senso dos trabalhadores e de seus dirigentes sindicais. A luta pela direção das máquinas sindicais não pode prevalecer sobre os interesses históricos e imediatos da classe trabalhadora.
A direção do Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo está de parabéns e a Chapa que saiu dessa Convenção, é a Chapa da CUT. Que esse exemplo sirva para todos os outros sindicatos. O respeito a democracia é um princÃÂpio básico da CUT. Parabéns àArticulação Sindical e a corrente O Trabalho pela demonstração de como se pratica a democracia na prática.