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Artigo

As lições do Brasil

Publicado: 27 Março, 2008 - 00h00

 

Daqui há  50 anos todos lembrarão do ano de 2008. A razão é que pela primeira vez na história o Brasil tem recursos suficientes para quitar a sua dívida externa. A notícia foi divulgada pelo Banco Central e informou que o Brasil passou a ser credor, ou seja, todas as reservas internacionais e ativos do país são maiores que a dívida externa oriunda dos governos e empresas. Em 2003, a dívida estava em  US$ 165 bi e, em dezembro de 2007, as reservas internacionais cresceram 110%, alcançando a cifra positiva de US$ 180 bi.

 

Depois de 183 anos de dívida externa (o primeiro empréstimo do Brasil foi em 1824 com o governo português) finalmente o país passou para o time dos “credores” e o mais importante: sendo um país de terceiro mundo. Outro registro histórico relevante foi a quitação dos empréstimos com o Fundo Monetário Internacional (FMI), em 2003, no qual o Brasil gerou uma economia de US$ 900 milhões que foram aplicados nas áreas sociais.

 

Ao contrário da mídia burguesa, que afirma que este resultado se deve aos anos de “estabilidade”, esta conquista é da classe trabalhadora brasileira e do governo Lula. Se voltarmos ao passado – época da qual ninguém tem saudade – o nosso país estava sem rumo, sem expectativa e o pior: sem esperança. Nos últimos cinco anos, com o presidente Lula, estes sentimentos foram desaparecendo, abrindo espaço para a evolução da democracia, da renda, do emprego e da massa salarial. Quatro combinações perfeitas que colocaram o Brasil no caminho da distribuição de renda e em um novo patamar de desenvolvimento econômico e social.

 

O crescimento de 5,7% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todas as riquezas produzidas por uma nação, o melhor índice registrado desde a década de 80; a geração de oito milhões de empregos com carteira assinada; a expansão do setor automobilístico que trabalha para transformar o Brasil no quinto maior produtor de veículos do mundo; o crescimento de 7% na massa salarial e a valorização do Salário Mínimo (hoje o novo valor é de R$ 415) e a migração de 20 milhões de pessoas das classes baixas de consumo (D e E) para a classe C mostram que o país está no caminho certo.

 

A qualidade de vida do trabalhador e da trabalhadora melhorou, mas é claro, ainda não é a ideal. Precisamos realizar uma reforma tributária justa, fazer correções no sistema previdenciário e aprovar uma reforma sindical, que garanta liberdade e autonomia sindical - estes são alguns dos nossos principais desafios. Mas o importante é que hoje o Brasil tem as bases para a construção deste novo modelo de nação.