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Artigo

A importância do SUS para a vida do povo brasileiro

Publicado: 28 Dezembro, 2020 - 00h00 | Última modificação: 28 Dezembro, 2020 - 14h08

A pandemia do novo coronavírus (Covid-19) pegou todo mundo de surpresa e colocou à prova o funcionamento da saúde pública no Brasil. Mesmo com quase 200 mil vidas perdidas para esta grave doença, é evidente a falta de comprometimento com a saúde dos trabalhadores e trabalhadoras desse desgoverno de Jair Bolsonaro, que não prima por uma gestão e funcionamento capaz de garantir a aplicação de recursos financeiros ao Sistema Único de Saúde (SUS), um sistema público e gratuito, criado em 1988 pela Constituição Cidadã.

O Brasil historicamente tem profundas marcas das desigualdades sociais e com reflexos na saúde da população. Com o processo de redemocratização e a promulgação da Constituição foram estabelecidas políticas sociais e garantidos direitos ao cidadão brasileiro oferecendo serviços de saúde, com acesso gratuito, integral e universal.

Neste sentido, foi criado SUS, um sistema que garante - num país com mais de 200 milhões de habitantes - desde um simples atendimento ambulatorial aos mais complexos, como transplantes de órgãos. Conta ainda com medicamentos de distribuição gratuita.

Mesmo sendo um dos melhores e maiores sistemas de saúde pública do mundo, tem sido alvo de ataques neste período fascista que estamos vivenciando no desgoverno de Bolsonaro. Sua administração vergonhosa da saúde pública, com falta de investimentos e despreparo político vem colocando em risco o direito básico à vida diante de tantas confusões políticas e administrativas e até corrupção na aquisição de respiradores no combate à pandemia.

Citando o sanitarista Sérgio Arouca, “saúde não é só ausência de doença. Saúde deve ser entendida como um bem estar físico, social, afetivo e ainda de ausência do medo”.

Os desafios são muitos, contudo, com a força da mobilização da sociedade civil e diante do desmantelamento das políticas públicas de proteção social, essas conquistas têm que ser garantidas para impedir esse grave retrocesso social.

O caminho é a resistência em defesa de mais financiamentos ao SUS e uma gestão que cumpra a sua finalidade, que é garantir o acesso à saúde pública, como direito de todos e dever do Estado. E dar voz à campanha da Central Única dos Trabalhadores (CUT), “Defender o SUS é Defender a Vida”, lançada ainda em abril deste ano, para que os profissionais da saúde, por exemplo, sejam valorizados, do maqueiro ao médico e tenham condições dignas de trabalho.

Só nos cabe a luta pelo fortalecimento do SUS que promove campanhas reconhecidamente exitosas de vacinação, de acesso a diversos profissionais de saúde, consultas, exames e distribuição gratuita de medicamentos. E assim deve ser com a realização urgente de uma campanha nacional eficaz e gratuita contra a Covid-19, que segue levando milhares de vidas e com aumento de contágio.

Em todos os espaços de atuação a mobilização social é para conclamar estudantes, pesquisadores, trabalhadores e trabalhadoras com objetivo de fortalecer o SUS e a democracia.