• Kwai
MENU

Artigo

A histeria dos donos da mídia contra a Venezuela

Publicado: 29 Junho, 2007 - 00h00 | Última modificação: 29 Agosto, 2014 - 15h56

Em sua campanha de calúnias, mentiras e desinformações sobre o governo de Hugo Chávez, os barões da mídia trouxeram ao Brasil o senhor Marcel Granier, presidente da RCTV, canal promotor do golpe de abril de 2002 contra o presidente eleito democraticamente.

 

Granier é o dono da emissora venezuelana cuja concessão não foi renovada por comprovado envolvimento em crimes de sonegação de impostos, evasão de divisas, lavagem de dinheiro, propaganda de prostituição, divulgação de pornografia e apropriação das contribuições previdenciárias de seus funcionários. Em vez disso, o que os monopólios de informação martelam dia e noite é a perseguição "a uma emissora crítica do governo Chávez". Pelas tevês, vemos notícias da passagem do "democrata" pelo país, sem que seja dado espaço ao contraditório: o protesto dos movimentos sociais à sua presença. Esta é a liberdade de imprensa na concepção dos donos dos meios: dar eco às suas próprias palavras.

 

Diante da estupidez transformada em notícia, nos somamos aos movimentos sociais no protesto contra a adulação a um elemento golpista, cujo canal fomentava o ódio e agressão. Contra os ataques à verdade e ao bom senso, manifestamos nossa mais irrestrita solidariedade ao governo e ao povo da Venezuela em sua decisão de democratizar os meios de comunicação e não renovar a concessão da RCTV.

 

Afinal, não bastou a esse canal participar e insuflar o golpe movido pela CIA, com o apoio da entidade patronal Fedecamaras. Tal emissora continuou falsificando imagens e desvirtuando declarações com o propósito de manipular a opinião pública e fomentar crises, em aberta oposição ao processo democrático e à própria Constituição venezuelana.

 

Ao ressaltar o nosso compromisso com a necessária pluralidade de opiniões - que só será respeitada com o estímulo ao florescimento e fortalecimento de canais públicos e comunitários, com a participação e protagonismo dos movimentos sociais - condenamos a campanha imunda, de uma nota só, movida pela chamada grande imprensa para satanizar a Venezuela.

 

Temos a convicção de que a determinação do povo venezuelano em trilhar o caminho do progresso e da justiça social se vê revigorada ao deixar claro que concessões públicas não são vitalícias e que cabe a Estados soberanos garantirem o respeito às instituições e à democracia.

 

Finalmente, rechaçamos de forma categórica a histeria com que os donos da mídia, por meio de seus jornais, rádios e televisões, atacam e caluniam a decisão do governo venezuelano, utilizando-se dos derrotados nas últimas eleições em nosso país para criar um clima retrógrado contra a unidade e a integração latino-americana. A entrada da Venezuela no Mercosul e a cada vez maior aproximação entre nossos países e povos, sem dúvida, contribuirá para acelerarmos juntos no caminho da afirmação da nossa independência política, econômica e informativa. É isso o que os papagaios de Washington tanto temem.