A FDIM, a luta emancipacionista e o Socialismo
Publicado: 29 Março, 2007 - 00h00
Acontecerá entre os dias 9 e 12 de abril um importante evento internacional para as forças polÃÂticas democráticas e progressistas: o XIV Congresso da Federação Democrática Internacional de Mulheres - FDIM. A FDIM tem décadas de lutas por uma sociedade sem opressão de gênero, com mulheres e homens somando esforços para construção de um mundo melhor. Hoje conta com 660 entidades filiadas, espalhadas por 160 paÃÂses.
O Congresso é, sem dúvida, uma boa oportunidade para se discutir as questões referentes àmulher: sua inserção do mercado de trabalho - que apesar de ter crescido, muitas vezes ainda se dá de maneira subordinada -, sua representação polÃÂtica, polÃÂticas públicas que levem em conta suas especificidades. Mas, acima de tudo, é momento de reflexão e elaboração sobre qual o sentido verdadeiro da luta emancipacionista.
A luta da mulher por igualdade de direitos, pelo fim da opressão de gênero, é essencialmente uma luta polÃÂtica e, por isso, deve necessariamente ter sentido transformador. Nunca deve-se perder de vista - sob pena de ficarem turvos os objetivos estratégicos - que a causa original da violência, do preconceito, da opressão contra a mulher está no sistema que divide e explora homens e mulheres. Daàa luta deste movimento ser também a luta contra o capitalismo. Daàque são também bandeiras das mulheres as lutas contra o Imperialismo, pela PAZ e contra as Guerras, e a luta pelo Socialismo.
No último Dia Internacional da Mulher, as brasileiras e os brasileiros deram uma boa lição dessa interligação, por ocasião da visita de George W. Bush, o senhor da guerra, ao Brasil. De norte a Sul do paÃÂs, os atos programados para o 8 de março revestiram-se de forte conotação antiimperialista. Na cidade de São Paulo - onde se encontrava a indesejável visita - mulheres e homens enfrentaram forte repressão policial para gritar em alto e bom som o "Fora Bush". Foi, sem dúvida, uma postura de grandeza, que politizou e enriqueceu este dia tradicional.
O Congresso da Federação Democrática Mundial de Mulheres terá sede em Caracas, na Venezuela. Nada mais simbólico do que o evento ser abrigado por um paÃÂs que busca com suas próprias forças, de maneira soberana, tomar seu destino nas mãos e hoje empunha a bandeira do Socialismo, feito que muitos incrédulos julgavam impossÃÂvel pouco tempo atrás.
Ãâ¬s mulheres brasileiras, representantes das três entidades filiadas - União Brasileira de Mulheres, Confederação das Mulheres do Brasil e Centro de Informação da Mulher -, boa sorte nos trabalhos e que este seja um momento edificante da luta emancipacionista.