A CUT na luta em defesa dos trabalhadores
Publicado: 02 Maio, 2007 - 00h00
Nos últimos dias, muitos setores da grande mÃÂdia, Governo Federal e do Congresso Nacional, vêm afirmando que há disposição de se limitar, restringir ou retirar direitos dos trabalhadores da ativa e dos aposentados e pensionistas, seja do setor público ou privado.
A Emenda 3, o Projeto de Lei 4330/2004, de autoria de Sandro Mabel, o PLP 01/07 e a tentativa de se alterar a idade e os direitos dos aposentados e pensionistas, com relação a Previdência Social, evidenciam que está em marcha, um verdadeiro “esforço de guerra” para atacar os direitos dos trabalhadores.
Num Estado de Direito Democrático, governado por um presidente eleito pelos trabalhadores, onde os direitos deveriam ser a regra e não a exceção, o movimento sindical, combativo, de luta e independente dos governos e dos patrões, deve dar o combate sem titubear ou ser ingênuo, acreditando na negociação, como caminho de mão única.
Por isso, a CUT, fiel aos seus princÃÂpios e compromissos históricos, não abre mão da luta, mobilização e, da organização dos trabalhadores para enfrentar mais esse ataque ao conjunto dos trabalhadores. Combinar a luta direta dos trabalhadores nas ruas e manter as negociações e as pressões no Parlamento e no Executivo, é a ação tática necessária para se manter nossos direitos.
Não há outro caminho para se seguir, ou nos mobilizamos e lutamos com todo o acúmulo e experiência de luta que aprendemos na história ou, capitulamos diante dos setores entreguistas, governistas e pelegos da vela direita brasileira, que sempre foi fisiológica, clientelista e oportunista, seja no setor público ou privado.
A CUT, em seus Congressos e Resoluções da Direção, nunca compactuou com o peleguismo e com o aparelhamento das entidades sindicais com o Estado ou com os patrões e partidos polÃÂticos. A procuração que foi dada a CUT, foi de falar em nome dos interesses imediatos e históricos da classe trabalhadora, da cidade e do campo, do setor público e privado e, não, para falar em nome de governos, patrões e partidos polÃÂticos.
Reformas trabalhistas, sindicais e previdenciárias, só se forem para manter e ampliar direitos. Qualquer outra alternativa que não seja essa, seria ingenuidade, traição ou abandono de nossos objetivos históricos. Nossos dirigentes sindicais estão cientes desse compromisso histórico e, a CUT, sempre teve um papel estratégico na luta dos trabalhadores.