A Suzano Papel e Celulose oficializou na última sexta-feira (16) a demissão de 180 pessoas, das quais 110 em São Paulo e 70 na Bahia. O corte, equivalente a cerca de 2% da força de trabalho total da companhia, inclui empregados diretos e terceiros contratados das áreas florestal e fabril, além do escritório central e da unidade de distribuição SPP-Nemo. De acordo com a empresa, as demissões fazem parte de uma série de medidas adotadas para fazer frente ao agravamento da crise econômica global.
Além do corte de postos de trabalho, a Suzano já interrompeu parcialmente a produção de celulose da fábrica localizada em Mucuri (BA), no final do ano passado, e deu início a negociações com fornecedores. "Acreditamos que com todas as medidas que vimos adotando e os esforços constantes de todos pela redução de custos, estaremos ainda mais preparados e fortalecidos para enfrentar futuras oscilações do mercado provocadas pela crise global", afirma a companhia em comunicado. A Suzano promete preservar os direitos dos trabalhadores demitidos, assim como garantir assistência por intermédio de uma consultoria de recolocação profissional.
A decisão da Suzano acompanha o movimento da concorrente Votorantim Celulose e Papel (VCP), que no final do ano passado demitiu 118 funcionários que trabalhavam no viveiro de mudas da empresa em Capão do Leão, no Rio Grande do Sul. O corte na VCP foi ocasionado pela decisão da companhia de adiar o cronograma de instalação de uma fábrica no Estado.
Petroflex
A companhia Lanxess, do segmento de especialidades químicas, anunciou na sexta a demissão de 50 funcionários da Petroflex, empresa cujo controle foi adquirido em abril de 2008. O corte equivale a 10% da força de trabalho da companhia, maior fabricante de borracha sintética da América Latina, que tem unidades fabris em Duque de Caxias (RJ), Cabo de Santo Agostinho (PE) e Triunfo (RS).
Além do corte de funcionários diretos, a Lanxess também desligou aproximadamente 350 funcionários terceirizados. "Em vista da crise econômica global, estamos realizando os alinhamentos necessários na Petroflex e implementando nosso programa contínuo de eficiência", afirmou em comunicado o presidente da Lanxess no Brasil, Marcelo Lacerda. No texto, a companhia explica que as demissões fazem parte do "processo de reorganização e integração" da Petroflex ao grupo. O ajuste na estrutura da empresa está previsto para acontecer no primeiro trimestre deste ano.