Escrito por: Daniele Silveira - Radioagência NP
O tratamento de doenças relacionadas à obesidade custa R$ 488 milhões por ano, ao Sistema Único de Saúde (SUS). O dado foi divulgado na última terça-feira (19) pelo Ministério da Saúde. A pesquisa, realizada pela Universidade de Brasília (Unb), considerou dados de internação e de atendimento de média e alta complexidades, relacionados a 26 doenças ligadas à obesidade, entre elas isquemias do coração, cânceres e diabetes.
A proporção de pessoas acima do peso no Brasil avançou de 42,7%, em 2006, para 48,5%, em 2011, segundo a pesquisa do Ministério da Saúde (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico). No mesmo período, o percentual de obesos subiu de 11,4% para 15,8%.
Na última terça-feira (19), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também assinou uma portaria que define desde a orientação e apoio a mudanças de hábitos, até critérios para a realização de cirurgia bariátrica, considerado pelo SUS como último recurso para atingir a perda de peso. À imprensa, o ministro reforçou a necessidade do investimento em medidas preventivas.
“Precisamos agir também para fazer com que as pessoas não precisem fazer a cirurgia bariátrica. Uma pessoa que tem obesidade mórbida tem que investir em saúde, contra os problemas de saúde que ela tem, das complicações, das internações, 60 vezes mais do que uma pessoa que é só obesa, que não tem obesidade mórbida ainda."
A portaria ainda reduziu de 18 para 16 anos a idade mínima para a realização da cirurgia bariátrica. Além disso, a idade máxima para realizar o procedimento, que até então era de 65 anos, passa a não ter mais a idade como critério determinante, e sim a avaliação clínica, que leva em conta riscos e benefícios.