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SP: Professores estão mobilizados para defender educação e aposentadoria

Entre a avalanche de absurdos, estão a clara intenção de privatizar o ensino, a ameaça à aposentadoria, a falta de investimentos nas escolas e os ataques contra a liberdade de cátedra, diz Apeoesp

Publicado: 13 Agosto, 2019 - 11h52 | Última modificação: 13 Agosto, 2019 - 11h57

Escrito por: Redação RBA 

Reprodução
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A ofensiva do governador de São Paulo, João Doria, e do presidente Jair Bolsonaro contra a educação pública tem sido intensa e os ataques vêm de todos os lados. Essa é a análise do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), que convocou os professores para participar dos protestos em defesa da educação e contra a reforma da Previdência nesta terça-feira (13).

Em São Paulo, o ato se realiza a partir das 15h, no vão livre do Masp, na Av. Paulista. Lá, a categoria se somará a estudantes e demais profissionais da educação para, juntos, seguirem em caminhada até a Praça da República.

“Entre a avalanche de absurdos, estão a clara intenção de privatizar o ensino, a ameaça à aposentadoria dos professores, a falta de investimentos nas escolas e, recentemente, os ataques promovidos contra a liberdade de cátedra”, afirma o sindicato,’ em nota.

Segundo a Apeoesp, no Estado de São Paulo, sem dialogar com a comunidade escolar, Doria tem violado a liberdade de ensinar e aprender ao permitir que Coordenadores Pedagógicos ingressem nas salas de aulas para supervisionar o trabalho dos professores e, posteriormente, preencher um questionário atribuindo uma nota de zero a quatro com sua visão unilateral e subjetiva do trabalho do docente.

Na prática, a determinação de Doria é semelhante à farsa do projeto derrotado “escola sem partido”, adverte o Sindicato, que tinha como objetivo minar o livre debate nas salas de aula ao estabelecer a vigilância sobre os professores que, segundo os idealizadores, deveriam ser punidos por suposta “doutrinação” de estudantes.

“Eles meio que ‘fizeram que abandonaram’ o Escola Sem Partido, mas colocaram na prática, que é [o que acontece] quando você coloca colega pra fiscalizar e denunciar colega. Isso não é possível. Nós estamos num momento em que os professores viraram ‘vilões’, disse a deputada estadual Maria Izabel Azevedo Noronha (PT-SP), a Bebel, que é presidenta da Apeoesp. Ela foi entrevistada pelos jornalistas Marilú Cabañas e Glauco Faria, na edição da manhã de hoje do Jornal Brasil Atual.

“É importante destacar que a Constituição Federal de 1988 e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional asseguram a liberdade do professor para preparar e ministrar suas aulas. Portanto, dentro da sala de aula o docente tem autonomia e autoridade perante seus alunos”, afirma a Apeoesp.

“Nós não vamos aceitar esse ataque do governo Doria à liberdade de cátedra, aos direitos dos professores e à própria função de Coordenador Pedagógico, que antes de qualquer cargo também é um educador. Os professores não devem participar da implantação dessa medida autoritária e antipedagógica. Nós já protocolamos uma representação no Ministério Público para que o Estado reveja essa decisão”, disse a presidenta da Apeoesp e deputada estadual, Maria Izabel de Azevedo Noronha, a Bebel.