Apeoesp realizará assembleia no vão livre do MASP nesta sexta-feira (6) de março, seguida de caminhada até a Praça da República e tributo à educação com apresentação de Chico César
Professores da rede pública estadual de ensino de São Paulo realizam uma grande mobilização nesta sexta-feira, 6 de março, com atividades no centro da capital paulista. Convocada pela APEOESP, a jornada de lutas começa com uma assembleia estadual da categoria no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (MASP), às 16h, seguida de caminhada até a Praça da República, onde, às 18h30, será realizado o Tributo à Educação com apresentação gratuita do cantor e compositor Chico César.
Chega de autoritarismo: a mobilização integra a estratégia de luta da categoria diante das políticas educacionais implementadas pelo governador de São Paulo, oi bolsonarista Tarcísio de Freitas (Republicanos). Os professores têm denunciado, ao longo dos últimos anos, o processo de desmonte da escola pública estadual, com medidas que impactam diretamente as condições de trabalho dos profissionais da educação e a qualidade do ensino oferecido aos estudantes.
A assembleia estadual será realizada com paralisação das atividades e deverá reunir educadores de diferentes regiões do estado. Após a deliberação da categoria, os participantes seguirão em caminhada até a Praça da República, no centro da capital paulista, onde ocorrerá o ato cultural “Tributo à Educação”. A apresentação musical de Chico César foi organizada como parte das atividades de mobilização e defesa da escola pública.
A agenda do dia também tem caráter político e organizativo para os próximos passos da categoria. O Sindicato dos Professores da Rede Pública Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP) vem intensificando a mobilização da categoria diante de uma série de medidas adotadas pelo governo do estado e já sinalizou que 2026 poderá ser marcado por uma greve na rede estadual de ensino.
Principais pautas da mobilização
Entre as reivindicações apresentadas pela categoria está o reajuste do piso nacional com incorporação ao salário base e à carreira, além do fim do pagamento por meio de abono complementar. Os educadores também defendem a aplicação correta da jornada do piso e o fim da escala 6x1, tema que tem sido debatido por diversas categorias de trabalhadores.
Outro eixo de reivindicações diz respeito à defesa da escola pública e à organização da rede estadual. Os professores se posicionam contra a privatização e a militarização das escolas e pedem a reabertura de classes fechadas, além de políticas que garantam que nenhum professor fique sem aula e nenhum estudante fique sem professor.
A pauta inclui ainda críticas a instrumentos de avaliação considerados punitivos pela categoria, como os chamados “faróis”, além da defesa de uma educação especial inclusiva que atenda adequadamente estudantes atípicos e pessoas com deficiência.
Também fazem parte da plataforma de reivindicações a retirada da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo do Projeto de Lei 1316/2025, que trata da reforma administrativa da educação estadual, e a oposição a propostas de reorganização escolar que possam resultar no fechamento de turmas ou escolas.
No campo dos direitos previdenciários e da valorização profissional, os professores defendem ainda a devolução do confisco aplicado a aposentados e pensionistas e a restituição do tempo de serviço congelado entre 2020 e 2021.
A mobilização do dia 6 de março busca reunir professores, estudantes e apoiadores da educação pública em torno dessas reivindicações. A expectativa da entidade é que o encontro no vão livre do MASP e as atividades na Praça da República reforcem a visibilidade das demandas da categoria e ampliem o debate público sobre os rumos da educação no estado de São Paulo.
Resumo das pautas:
Carreira, salário e condições de trabalho
Defesa da escola pública
Contra medidas do governo
Direitos de aposentados e tempo de serviço