• TVT
  • RBA
  • Rádio CUT
MENU

Petroleiros aprovam greve no dia 14 de junho

Categoria repudia proposta de desmonte do Acordo Coletivo de Trabalho, que extingue direitos e benefícios sociais, além de atacar organização sindical

Publicado: 24 Maio, 2019 - 17h41

Escrito por: FUP

FUP
notice

Petroleiros de todo o país que estão em Belo Horizonte para a 8ª Plenária Nacional da FUP mandaram um recado para a gestão da Petrobrás: a categoria vai lutar até a última gota para defender a empresa e os direitos conquistados a duras penas. Esse foi o tom que marcou as falas das lideranças sindicais no ato da manhã desta sexta-feira, 24, em frente à Refinaria Gabriel Passos, uma das oito unidades que estão na lista de privatização anunciada pela direção da empresa. Ao final da mobilização, os petroleiros da Regap realizaram uma assembleia que aprovou por unanimidade a participação na greve geral do dia 14 de junho.

É a resposta da categoria aos gestores da Petrobrás, que apresentaram na quarta-feira, 22, uma proposta de desmonte do Acordo Coletivo de Trabalho, que aniquila direitos e benefícios sociais e ataca frontalmente as organizações sindicais.

“Não há saída individual. A luta é coletiva”

“Essa proposta de acordo coletivo é para pavimentar o caminho para a privatização. Só vamos mudar este quadro, se os trabalhadores entenderem que não há saída individual. A luta é coletiva”, afirmou o coordenador da FUP, José Maria Rangel.

Também presente ao ato na Regap, o coordenador da FNP, Adaedson Costa, ressaltou a importância do engajamento de cada trabalhador e trabalhadora na luta em defesa da Petrobrás. “Nós aqui na linha de frente, estamos dia a dia, de norte a sul deste país defendendo a Petrobrás, mas é com a participação ativa de cada petroleiro que vamos fazer a diferença da classe trabalhadora e reverter todas as mazelas que estão sendo impostas à categoria e à população”, declarou.

Construir a greve geral

As lideranças sindicais petroleiras enfatizaram que é fundamental que a categoria esteja junto novamente com os estudantes e profissionais da educação na mobilização do dia 30 e na greve geral do dia 14 de junho. “É na luta, como outras gerações fizeram, que iremos defender a nossa empresa, porque defender a Petrobrás não é defender o meu, o seu emprego. Defender a Petrobrás é defender um Brasil soberano”, afirmou o coordenador da FUP, José Maria Rangel.