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Petrobras é responsável pelo incêndio na Refinaria Abreu e Lima, diz Sindipetro

O incêndio ocorrido nesta manhã na refinaria de Pernambuco poderia ser evitado se a direção da Petrobras não demitisse operadores e equipes de manutenção para ‘agilizar’ privatização, denuncia sindicato

Publicado: 04 Dezembro, 2018 - 16h25 | Última modificação: 04 Dezembro, 2018 - 17h52

Escrito por: Redação CUT

FUP
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Um incêndio na manhã desta terça-feira (4) assustou os trabalhadores e trabalhadoras da Refinaria Abreu Lima, em Pernambuco. A unidade de Coqueamento Retardado (U-21) foi tomada pelas chamas por volta das 6h40 e só foram controladas às 9h. Não houve feridos.

O coordenador do Sindicato dos Petroleiros de Pernambuco (Sindipetro-PE), Rogério de Almeida, diz que acidentes como o que ocorreu nesta manhã poderiam ser evitados se a Petrobras não transferisse e incentivasse a saída de operadores e trabalhadores das equipes de manutenção como parte do plano de privatização da estatal.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos vêm alertando a Petrobras para os riscos de um grande acidente industrial nas unidades operacionais em função dos cortes de trabalhadores e do desmonte da empresa.

Segundo a FUP, a situação foi agravada após a saída de cerca de 20 mil trabalhadores nos planos recentes de desligamento (PIDV), que levaram os gestores a implementarem, de forma unilateral, um estudo de reestruturação de efetivos (Organização e Métodos - O&M), que reduziu ainda mais os quadros de trabalhadores nas áreas operacionais.

“A gente vem alertando sobre os perigos da precarização e do descaso da empresa por conta da diminuição do efetivo de operadores e da equipe de manutenção. Só no ano passado, na Abreu Lima, foram demitidos 20% desse pessoal. De 150 passou para 120“, conta o dirigente.

Ainda segundo Rogério, outro fator preocupante para segurança dos trabalhadores e trabalhadoras é que a Abreu e Lima tem um agravante, pois fica a beira-mar e seus equipamentos correm maior risco de oxidação. Além disso, a Petrobras diminuiu o tempo de parada das refinarias para manutenção e aumentou o prazo de funcionamento dessas unidades.

“Antes as refinarias tinham um tempo médio de quatro anos de funcionamento, a Petrobras aumentou para cinco. Cada refinaria parava a cada três ou quatro anos para manutenção por 60 dias, agora o tempo médio diminuiu para 40 e até 20 dias”, alerta Rogério.

A Petrobras informou que a unidade atingida pelo incêndio está paralisada. A Abreu e Lima produz 115 mil barris/dia e tem 700 funcionários.

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