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Países adotam medidas econômicas radicais para enfrentar o coronavírus

A pandemia, que já matou mais de 8 mil pessoas no mundo, desafia a economia mundial e faz governos conservadores e pró-estado mínimo tomarem medidas para proteger o povo

Publicado: 18 Março, 2020 - 14h56 | Última modificação: 20 Março, 2020 - 13h57

Escrito por: Redação CUT

Fernando Frazão/Agência Brasil
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O surto mundial do novo coronavírus (Covid-19) faz governos de vários países do mundo capitalista tomar medidas econômicas duras e radicais para conter a disseminação da doença. A pandemia, como classifica a Organização Mundial de Saúde (OMS), já matou mais de 8 mil pessoas e infectou mais de 200 mil de acordo com estudo da Universidade Johns Hopkins, que acompanha a disseminação do  Covid-19 desde a China.  No Brasil, 350 casos já foram confirmados e quase 9 mil suspeitos.

Os planos de estímulo à economia estão se multiplicando em todo o mundo para aliviar os países atingidos pelo coronavírus, como é o caso da Europa que se tornou o epicentro da pandemia.

Na Alemanha, a chanceler alemã Angela Merkel vai se pronunciar na noite desta quarta-feira (18) em rede de TV para pedir aos alemães que respeitem as orientações sanitárias em vigor. Escolas foram fechadas e a maioria das lojas "não essenciais" deve ser gradualmente. O governo alemão anunciou um pacote de medidas econômicas para ajudar empresas e trabalhadores, entre elas, linhas de financiamento ilimitadas às empresas atingidas pelos efeitos do novo coronavírus e também facilidades no pagamento de impostos das empresas em dificuldades.

No Brasil, depois de desdenhar do coronavírus e chamar de ‘fantasia’, Jair Bolsonaro anunciou nesta terça-feira (17) que o governo estuda conceder ajuda financeira aos trabalhadores e trabalhadoras que estão na informalidade. Ele disse ainda que o governo estuda permitir empresas a suspenderem contratos de trabalho por 60 dias e que funcionários tenham acesso ao seguro-desemprego no período de crise.

O governo da França anunciou uma redução, adiamento ou cancelamento de cobranças de até 32 bilhões de euros somente em março.

Nos EUA, Donald Trump disse que quer enviar cheques de US$ 1.000 (R$ 5.002) para os norte-americanos. Os trabalhadores autônomos também receberiam benefícios, na forma de isenções fiscais.

"Entendemos que todas essas medidas, que duas ou três semanas atrás pareciam drásticas, devem ser tomadas agora", disse o presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, lembrando que a Europa "é neste momento o epicentro da crise". Ele admitiu que todos os políticos "subestimaram" a epidemia de coronavírus.

Na Itália, país mais afetado pela pandemia, o governo anunciou 25 bilhões de euros para conter a Covid-19.

Já em Londres, o governo oferecerá para empréstimos comerciais em até 330 bilhões de libras (363 bilhões de euros) e auxílio de 20 bilhões de libras.

Com Informações do UOL