Escrito por: Luiz Carvalho

Nesta terça (26): servidores públicos...

Condsef quer o fim da enrolação e cobra proposta concreta na mesa

 


A Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), realiza logo mais uma grande manifestação unificada diante do Ministério do Planejamento, em Brasília. A organização cobrará do governo propostas concretas para melhorar as condições de trabalho dos mais de dois milhões de servidores.

Desde o início do ano, a Condsef e seus sindicatos buscam arrancar mais do que lamentos do governo. Neste ano, cinco marcha nacionais já tomaram o centro do poder. Na última quinta-feira (21), após uma grande mobilização, os trabalhadores tiveram uma reunião com o assessor da Secretaria Geral da Presidência da República, José Lopez Feijóo, para tentar alavancar a discussão.

Porém, Rodrigo Britto, presidente da CUT-DF aponta que nada avançou. “Desde o início do ano pedimos para o Ministério do Planejamento apresentar uma proposta concreta, mesmo que não seja final. Mas, até agora, não tivemos nenhum avanço.”

Ele ressalta ainda que a negociação pode ser prejudicada diante do curto período para negociação. “Pelo que ouvimos, só teremos alguma resposta mais prática do governo no final de julho. O problema é que fica muito em cima para o fechamento do orçamento para o ano que vem e só teremos um mês para discutir alterações, um período que julgamos muito curto.”

Enquanto isso, a paralisação das categorias continua. Na educação, os professores federais estão com os braços cruzados desde o dia 17 de maio. No dia 11 de junho, foi a vez dos técnicos administrativos das universidades federais, ao lado dos trabalhadores do IBGE. O pessoal do Judiciário, representado pela Federação dos Trabalhadores do Judiciário Federal e do Ministério Público (Fenajufe) aderiram à greve no dia no dia 13, mesmo dia do pessoal da educação básica, profissional e tecnológica.

Por fim, no dia 18 de junho, a base da Condsef – que representa 80% dos servidores do Poder Executivo – também iniciou o processo de paralisação.

Vale lembrar que a Lei de Responsabilidade Fiscal determina que 50% da receita líquida do Estado seja destinada ao pagamento dos funcionários. Porém, atualmente, o governo não ultrapassa nem os 30% do orçamento. A Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), realiza logo mais uma grande manifestação unificada diante do Ministério do Planejamento, em Brasília. A organização cobrará do governo propostas concretas para melhorar as condições de trabalho dos mais de dois milhões de servidores.